Wanderson Soares Mota nasceu na cidade de Filadélfia, em Tocantins, mas mora em Minas Gerais há 13 anos. Ele trabalha como operador de máquinas na Vale e está desaparecido desde sexta-feira (25), quando a barragem rompeu e milhões de rejeitos de minério misturado com lama devastaram a cidade de Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas.

Em meio a tanta dor, a mãe de Wanderson, Maria Neuza, mantém as esperanças de que o filho ainda pode ser encontrado com vida.

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Wanderson está entre as centenas de pessoas desaparecidas na tragédia que abalou Brumadinho e repercutiu em todo o Brasil.

Mara Neuza acredita que com a chegada dos militares israelenses será possível encontrar seu filho com vida. À TV Anhanguera, filiada a Rede Globo em Tocantins, ela afirmou que como reforço no resgate tem a impressão de que o filho será achado. "Estou esperando ele aparecer vivo", afirmou Maria.

O apoio israelense chegou ao Brasil na manhã desta segunda-feira (28).

São 136 militares. O apoio israelense deve se concentrar na região próxima a barragem Mina Feijão. Além dos homens, o país aliado enviou equipamentos como detectores de sinais de aparelhos celulares e sonares.

Maria Neuza afirmou que ainda não recebeu nenhuma informação relacionada às buscas. Muitas famílias reclamam que a Vale não entra em contato com eles para dizer como estão as buscas. Diante da falta de informações, Maria conta com o apoio de duas filhas, que viajaram até Brumadinho para ficar com a mãe neste momento angustiante.

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Troca de mensagens

A última mensagem que Maria Neuza recebeu do filho foi na manhã da sexta-feira, data do acidente. Por volta da hora de almoço, Wanderson visualizou o seu celular pela última vez. A tragédia aconteceu em pleno horário do almoço, quando o refeitório da Vale estava lotado.

Até o momento, 60 mortes foram confirmadas e 22 corpos foram identificados. Alguns deles já foram sepultados no domingo. Além disso, cerca de 300 pessoas continuam desaparecidas.

A maior parte são funcionários da Vale. Centenas deles estavam de serviço quando a barragem rompeu. Alguns estavam na rota do “mar de lama” que saiu da barragem e nem tiveram tempo de tentar se salvar.

Com esses números, a tragédia de Brumadinho superou a de Mariana, em 2015, que causou 19 mortes. O número de mortes em Brumadinho deve aumentar ainda mais nos próximos dias, com o avanço das equipes de resgate, e a tragédia pode se tornar uma das maiores da história do Brasil.

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