Gabriel Baum, filho da ativista social Sabrina Bittencourt, afirmou que nenhuma autoridade atestará o suicídio dela.

O pronunciamento aconteceu na rede social, onde afirmou que as provas vão “chegar”. Num vídeo gravado, ele afirma que as informações atuais sobre a morte de Sabrina não são reais e pede paciência.

Sabrina Bittencourt foi uma das ativistas que ajudou a denunciar João Deus, preso por cometer supostos abusos sexuais no interior de Goiás.

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Ameaça e fuga

A ativista vivia em Barcelona, na Espanha, e a justificativa para o suicídio foi relatada por ela em carta de despedida para a família, afirma o grupo Vítimas Unidas que também pediu a todos os brasileiros que respeitassem esse momento de pesar dos familiares preservando-os de comentários. O suicídio teria ocorrido às 21h deste sábado (2). A nota foi divulgada por Maria do Carmo Santos.

No sábado (2), Bittencourt publicou em sua conta no Facebook trechos de sua luta pela minoria e pelas mulheres e descreveu sobre de sua vida.

OAB-GO lamenta morte da ativista Sabrina Bittencourt (Arquivo Pessoal)
OAB-GO lamenta morte da ativista Sabrina Bittencourt (Arquivo Pessoal)

Um trecho da carta foi divulgado nela está escrito: "Marielle me uno a ti. Eu fiz o que pude, até onde pude. Meu amor será eterno por todos vocês. Perdão por não aguentar, meus filhos”.

Segundo informações dos grupos ativistas, Sabrina Bittencourt, sob constante ameaça e era constante a sua mudança de país de endereço. Seu filho, Gabriel Baum, informou que se despediu da mãe em Paris, de lá ela seguiu para Barcelona onde passou uns dias até ir para o Líbano, onde teria cometido o suicídio.

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O Consulado Brasileiro em Barcelona diz não poder fornecer informações sobre nenhum residente sem a autorização da família. Portanto, não há confirmação do suicídio pelas autoridades espanholas, até o momento.

Vitíma de abuso sexual

Sabrina Bittencourt foi vitima de pedofilia na infância aos 4 anos por membros religiosos da igreja em que sua família frequentava. Aos 16 anos abortou de um dos estupradores, desde então se dedicava a mulheres vítimas de abusos sexuais.

Seu ativismo se concretizou com a criação da plataforma Coame (combate ao abuso no meio espiritual). Foi uma importante ativista que conseguiu convencer Dalva Teixeira, filha do médium João de Deus, a denunciar os abusos do próprio pai.

Caso João de Deus e a prisão

Em 2018, o grupo Somos Muitas desenvolveu um trabalho que investigava os supostos abusos sexuais que João de Deus praticava em Abadiânia, interior de Goiás. Sabrina fazia parte do grupo e juntamente com MP do Estado formaram uma força-tarefa que denunciou e prendeu o médium de 76 anos no dia 16 de dezembro.

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No inicio de janeiro, Bittencourt voltou ao Ministério Publico do Estado para denunciar João de Deus por tráfico internacional de bebês e escravização de mulheres.

Leia tudo e assista ao vídeo