Os atiradores da Escola de Suzano, que mataram oito pessoas, foram estudantes da Escola Estadual Raul Brasil onde eles abriram fogo nesta manhã de quarta (13). Segundo o secretario de Segurança Publica de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, além das oito mortes, outras oito pessoas ficaram feridas no ataque. O secretário ainda não tem informações sobre o que motivou o crime, foram realizadas buscas na casa dos assassinos para recolher os pertences para analises.

Os autores do crime são Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, e Guilherme Taucci Monteiro, de 17.

Segundo o secretário, Guilherme saiu da escola por “problemas” que não foram especificados, não se sabe se ele foi expulso ou saiu por conta própria. Os dois foram recebidos na escola pela coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Vieira Umezo, que foi a primeira a ser atingida pelos disparos, não se tem informação se eles já chegaram a escola encapuzados ou se eles cobriram o rosto no decorrer do ataque.

Oito minutos após o inicio do tiroteio os policiais militares chegaram ao colégio, onde eles ouviram tiros e em seguida encontraram os dois assassinos mortos.

Eles chegaram à escola em um carro branco alugado, estacionaram em frente ao portão. Em seguida eles entraram na escola pelo portão da frente e atiraram na coordenadora.

O crime ocorreu na hora do intervalo. Eles foram se dirigindo ao pátio e atiraram em mais quatro alunos do ensino médio, de acordo com o coronel Marcelo Salles, comandante geral da PM. Neste momento os assassinos se dirigiram para o centro de línguas. Os alunos do centro se fecharam na sala com a professora e eles cometeram suicídio no corredor.

De acordo com informações do secretário João Camilo, os atiradores se mataram ao se depararem com um grupo de policiais que haviam chegado ao local do crime.

Antes que os assassinos se encaminhassem para escola, eles passaram antes por uma loja de automóveis próxima do colégio. O proprietário da loja era tio de um dos atiradores em questão, o adolescente Guilherme Taucci Monteiro.

Seu tio, Jorge Antonio Moraes, foi baleado por Guilherme com três tiros e morreu. Os policiais já estavam a caminho do primeiro chamado na loja de automóveis quando ouviram os gritos das crianças da escola e se encaminharam para escola.

Merendeira salva 50 crianças

A merendeira Samara Cristina da Silva de Moraes contou que assim que percebeu o ataque, decidiu abrir a porta da cozinha e colocar o maior número de crianças para dentro. Depois, com a ajuda de funcionários ela criou uma barricada com geladeira e freezer. Uma mesa foi usada como escudo. Ela e os outros funcionários pediram para que as crianças permanecessem abaixadas. A merendeira relatou que os momentos foram de completo terror. Todas as crianças que ela escondeu estão fora de perigo.

Primeira pessoa morta

A coordenadora da escola foi a primeira vítima fatal nesse atentado escolar. Os responsáveis pelo massacre erma ex-alunos da escola e conheciam a professora. A professora era conhecida como 'defensora dos livros' como a melhor forma para salvar o cidadão.

Governador de São Paulo acompanha tudo de perto

O governador João Doria está acompanhando todo o trabalho das autoridades bem de perto. O político postou uma mensagem na qual informou que iria cancelar toda a sua agenda para acompanhar toda essa tragédia. Mais tarde, João Doria fez uma nova publicação em seu perfil pessoal no Twitter e publicou um vídeo em que era possível vê-lo acompanhado por policiais.

Além do governador de São Paulo, o presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (PSL) usou o Twitter para falar sobre a fatalidade.

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