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Milhares de manifestantes e apoiadores de Marielle Franco se reuniram na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira (14), quando completou um ano dos assassinatos da vereadora do PSOL e do motorista Anderson Gomes. Eles reivindicavam que o delegado Geniton Lages seja mantido à frente no caso.

Após o delegado apresentar os resultados da primeira etapa da investigação que culminou na prisão de Élcio Queiroz e Ronnie Lessa, suspeitos do assassinato, o mesmo foi afastado do caso pelo governador Wilson Witzel (PSC), alegando que ele irá estudar na Itália.

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Witzel disse que Lages irá realizar um intercâmbio de quatro meses a convite dele próprio. O intercâmbio seria um bônus pelo trabalho realizado durante esse um ano de investigações do assassinato da vereadora e do motorista. O governado ainda alegou que a investigação do caso levou Genilton à exaustão. O delegado irá aproveitar o intercambio para estudar a máfia e movimentos criminosos, em troca de experiências com a policia italiana.

O ato que foi realizado em frente a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro não teve estimativa de público presente informada pela Policia Militar.

Em vários momentos durante o protesto os presentes gritavam palavras de ordem para a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. Os manifestantes pedem ainda que sejam avaliadas as motivações para o crime.

O governador Wilson Witzel, após a saída do delegado Geniton do caso do assassinato da vereadora, disse que outro delegado deverá assumir a segunda fase das investigações do crime. O nome do responsável pela continuação da investigação ainda não foi divulgado.

A segunda fase irá contar com esforços especialmente para identificar quem seriam os mandantes do crime.

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O governador ainda disse que para chegar aos autores do crime, o delegado precisou se aprofundar em um conhecimento técnico com poucos recursos que desenvolveu durante o processo, juntamente com a Delegacia de Homicídios.

Governador se envolveu em ato polêmico contra Marielle Franco durante a campanha

Witzel esteve envolvido em um acontecimento durante a campanha eleitoral onde apareceu sorrindo e filmando o momento em que dois candidatos a deputado, Daniel Silveira (PSL) e Rodrigo Amorim (PSL), rasgaram uma placa que homenageava Marielle Franco.

O momento foi regado a um discurso onde os deputados em questão falaram que iriam “varrer” o que eles chama de vagabundos do PSOL e PCdoB e ainda exaltavam o então candidato à presidência Jair Bolsonaro.

História de Marielle Franco

Ela nasceu no dia 27 de julho de 1979, no Rio de janeiro. Foi vítima de um assassinato e morreu no dia 14 de março de 2018. Ela era filiada ao PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e foi eleita vereadora do Rio de Janeiro para a legislatura 2017-2020. Ela obteve a quinta maior votação entre os candidatos eleitos.

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Marielle ficou conhecida por denunciar de forma contínua os abusos cometidos por parte de alguns militares contra os moradores de comunidades carentes.