De acordo com dados recentemente divulgados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgão da Secretaria de Estado da Saúde, o estado de São Paulo registrou em 2018 o maior número de casos de ataques com escorpião nas últimas três décadas.

No ano de 2018, somente na capital paulista foi registrado um total de 294 casos. Até o dia 27 de fevereiro deste ano o número de ocorrências na cidade já atingiu 56, sem nenhuma morte.

No entanto, em todo o estado foram identificados o total de 30.707 casos, além de 13 mortes confirmadas e, segundo o CVE, até o dia 27 de fevereiro de 2019 já foram registrados 4.025 casos e outros dois óbitos no interior de São Paulo.

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Estatísticas anteriores apontam que o último ano com alto índice de acidentes provocados pela picada do escorpião foi 1988. Isso significa que o número voltou a crescer após três décadas de ocorrências registradas.

No ano de 1999, por exemplo, o número de incidentes nessa circunstância não passou de dois mil casos. A partir de 2012, contudo, os registros despontaram para mais de nove mil casos de picadas além de três mortes contabilizadas em todo estado de SP.

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O aracnídeo mais encontrado em São Paulo é o escorpião amarelo. Além de ser o mais perigos, a fêmea do animal é curiosamente capaz de se reproduzir sem o macho da espécie.

Medidas preventivas e prestação de socorro

Um pesquisador do Instituto Butantan, centro de pesquisa biológica localizado na zona oeste da cidade de São Paulo, informou que aparecimento dos escorpiões nas residências aumenta nos períodos de chuvas porque o aracnídeo tem necessidade de se esconder em locais úmidos.

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Por esse motivo, responsáveis da Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas (APRAG) recomendam que é necessário evitar o acúmulo de entulho e material de construção no quintal.

Além disso, também é indicado ter em casa ralos com sistema abre e fecha e vedar portas e janelas. Já o uso de inseticidas sobre o animal não é recomendado uma vez que o escorpião pode sair e se esconder em outro local da casa.

No ano de 2018 as picadas de escorpiões foram responsáveis por 67% dos ataques de animais peçonhentos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

Em uma situação como essa, uma orientação importante da Secretaria é não se automedicar, tentar furar o local da picada nem amarrar a região.

Quando uma criança ou adulto é picada pelo animal, o socorro deve ser imediato. Nos postos de atendimento médico a vítima costuma ficar até seis horas em observação, já que os casos podem rapidamente passar de leve para grave.

Garoto de oito anos do interior de São Paulo foi vítima do escorpião

Um dos óbitos registrados pela picada do escorpião no estado de São Paulo foi uma criança do sexo masculino de oito anos de idade, morador de Votuporanga, cidade do interior paulista localizada na região de São José de Rio Preto.

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Segundo a Santa Casa da cidade, a criança deu entrada no pronto-socorro do hospital no último sábado (9), por volta das 21h, porém na madrugada do domingo (10) a vítima não resistiu ao veneno da picada veio a óbito.

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