Ana Maria Vieira Santiago, de 57 anos, que concorreu ao cargo de deputada no ano de 2014, pelo MDB do DF, foi presa no último dia 18 de março suspeito de estelionato ao se passar por vítima do rompimento da barragem de Brumadinho.

Ao ficar sabendo que a Vale estava fazendo doações para as famílias atingidas pela tragédia, a mulher teria simulado ser dona de um terreno no Parque das Cachoeiras, local que foi destruído pela enxurrada de lama que desceu após o rompimento da barragem de rejeitos.

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Ana Maria chegou a receber da Vale a doação de R$ 65 mil, mas a fraude foi descoberta recentemente, após a empresa descobrir que, na verdade, ela morava no Distrito Federal, e não em Brumadinho. Segundo informações da Polícia Civil, a mulher fez uma declaração alegando ser agropecuária e dona de um imóvel na região atingida pelo rejeito da Mina do Córrego do Feijão.

Ana chegou a convencer moradores da região a confirmar a sua história, dizendo que a conheciam.

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Com isso, ela conseguiu receber o valor da empresa. Ela foi presa suspeita de estelionato e os moradores que a ajudaram na farsa foram indiciados por falsidade ideológica.

Entretanto, na última semana, um pedido de liberdade provisória foi expedido pelo Juiz Rodrigo Heleno Chaves, da cidade de Brumadinho, colocando como condição que ela devolva o dinheiro recebido, através de um depósito bancário.

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Polícia

Rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão

A barragem da Mina do Córrego do Feijão, pertencente à empresa Vale, localizada na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, rompeu no dia 25 de janeiro de 2019, bem na hora do almoço, e causou grande destruição na região.

A lama atingiu primeiro o escritório e o refeitório da empresa, que ficavam logo abaixo da barragem, e os funcionários foram os primeiros a serem atingidos.

A lama deixou uma caminho de destruição, atingindo comunidades próximas, além de uma pousada que ficava bem perto.

Mais de 300 pessoas perderam a vida nesse desastre. Foram reconhecidos os corpos de 224 pessoas e 69 ainda estão desaparecidas. Logo após o desastre, a empresa Vale cadastrou os familiares que tiveram parentes desaparecidos, bem como moradores da região que tiveram prejuízo com o desastre para dar ajuda financeira e psicológica.

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Nessa ajuda foram repassados valores financeiros aos atingidos, como forma de doações. Somente depois de muitos dias que a empresa teve condição de conferir cada caso individual de pessoas que ainda eram dadas como desaparecidas ou mesmo que tinham recebido a ajuda financeira e com isso descobrir as fraudes. Da lista inicial foram retirados os nomes de 17 pessoas da lista, fazendo com que o número de desaparecidos diminuísse cada vez mais.

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