Após uma tentativa de roubo, ocorrida na manhã desta sexta-feira (6), em Blumenau, região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, criminosos fugiram da Polícia usando reféns para fazer um escudo humano. Na ação, um dos reféns chegou a ser agredido, mas ninguém ficou ferido com gravidade e nenhum dos bandidos foi preso.

Por volta das 11h, criminosos chegaram atirando em uma agência bancária do Bradesco, que fica na rua Doutor Pedro Zimmermann, no bairro Itoupava Central. De acordo com a polícia, a suspeita é que o bando tinha informação que um carro forte chegaria na agência com malotes de dinheiro, e por isso planejaram a ação criminosa.

Antes mesmo que a polícia chegasse ao local, os bandidos iniciaram fuga e pegaram algumas pessoas que estavam na agência como reféns e as obrigaram a fazer um "cordão humano". Elas foram colocadas em uma caminhonete preta e liberadas posteriormente. A polícia não informou se os assaltantes conseguiram levar dinheiro da agência, enquanto o Bradesco informou que não irá comentar o caso.

Agência ficou destruída

Os reféns foram atendidos por uma equipe do Serviço Móvel de Urgência (Samu), mas nenhum deles se feriu com gravidade.

Em depoimento, eles disseram que tiveram que deitar no chão e que ficaram muito assustados.

Os disparos das armas deixaram vários vidros da agência estilhaçados e era possível encontrar várias capsulas tanto dentro do banco como na parte exterior. Um dos disparos atingiu um transformador de energia elétrica, deixando cerca de três mil casas e comércios sem abastecimento de energia elétrica.

A área onde fica o banco foi isolada pela polícia e o trânsito interrompido até por volta das 12h30. Foi realizada uma perícia no local e colhido o testemunho de pessoas que estavam na agência na hora da chegada dos criminosos.

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Polícia

Com o apoio de um helicóptero, a polícia fez buscas pela região e no início da tarde encontrou uma caminhonete, que pode ter sido usada pelo bando, incendiada na região de Belchior.

Refém diz que não deu tempo para nada

Um dos reféns descreveu como foram os momentos de pavor passados na agência. “Mandaram todo mundo deitar ali e sair na rua depois. Aí, fomos todos juntos”, disse Mauri Lourenço, que foi tomado como refém quando estava na frente da agência.

Ele contou que levou um soco na orelha e eram entre três e quatro homens, todos encapuzados e que por isso não é possível reconhecê-los.

Já um comerciante que possui uma loja em frente a agência contou que estava atendendo um cliente quando escutou um estouro. Ele foi até a porta olhar para ver o que era e os bandidos deram tiros e uma rajada de metralhadora. “Voltei para loja, chamei o cliente, ficamos abaixados, até puxamos uma caixa de papelão”, disse o comerciante.

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