Com o isolamento social muitas pessoas tiveram que ficar reclusas em suas casas, seguindo orientação dos órgãos e autoridades de saúde. No entanto, à medida que o tempo passa, as contaminações do novo vírus vão diminuindo e muitos prefeitos e governadores começam a flexibilizar o confinamento e alguns comércios voltam a reabrir.

Com isso a população carente de diversão e entretenimento parece estar abusando em alguns casos e voltando à vida normal, sem uso de máscaras de proteção, por exemplo. No Rio de Janeiro ocorreu um fato que chamou a atenção e causou muita polêmica: um casal de engenheiros desacatou um fiscal da Vigilância Sanitária com ar de deboche e menosprezo.

O vídeo circulou pelas redes sociais e foi exibido pelo "Fantástico" e causou muita indignação entre as pessoas.

Casal fala pela primeira vez

Nivea Valle Del Maestro (39 anos) e Leonardo Santos Neves de Barros (43 anos) desacataram o fiscal da Vigilância Sanitária Flávio Graça, no último sábado (5) em um restaurante na Barra da Tijuca (Zona Oeste do Rio), durante uma fiscalização. No entanto, o casal não se mostrou nem um pouco arrependido da atitude depois que as imagens foram divulgadas no programa dominical "Fantástico" e causou indignação.

Na companhia de seus quatro advogados em um escritório localizado na Barra da Tijuca, o casal falou sobre o ocorrido pela primeira vez e revelou que nunca ameaçou ou intimidou o fiscal e que poderia sim, contestar uma atitude errada ou excessiva do funcionário público.

Também revelou que não vê motivos para pedir desculpas ao funcionário.

A versão do casal do ocorrido

Ao jornal carioca O Globo, Leonardo Santos Neves de Barros revelou que não usaria a palavra arrependimento para justificar o que sente, e sim considera que podia alterar o tom de voz na discussão: "Estávamos usando do nosso direito de questionar".

Ele ainda questionou que se acha no direito de questionar qualquer servidor público, pois eles são funcionários dos "pagadores de impostos".

Em outro momento em um escritório na Barra da Tijuca ao lado de seus advogados, Leonardo disse que qualquer um tem o direito de questionar um funcionário público e ainda afirma que não houve qualquer intimidação ou afronta: "Houve uma descontextualização da situação".

Por fim, o engenheiro ainda disse que ele, como uma pessoa que paga seus impostos, ele paga o salário de qualquer servidor público: "O termo servidor público é servir ao público". Em sua fala, ele deixou bem claro que não vê motivos para pedir desculpas para o fiscal Flávio Garça. "Não tem por que pedir desculpas. Só fui questionar algo de que entendo. Não desacatei e não ofendi ninguém", disse.

Posteriormente, Leonardo contou que na noite daquele sábado (5), ele e sua esposa saíram para tomar uma cerveja e ao chegar, o restaurante estava vazio. No entanto, com o passar das horas, foi-se formando uma fila (com muitas pessoas sem máscara) para entrar no estabelecimento e foi nesse momento que os fiscais chegaram: "Falaram que tínhamos que sair".

Foi então que Leonardo se dirigiu ao fiscal para questioná-lo sobre o motivo de o tirar do restaurante, já que muitos ali estavam seguindo as normas exigidas.

O casal ainda revelou que se sentiu ofendido ao ser chamado de 'cidadão' pelo fiscal e pelo autoritarismo: "Eu sou a autoridade aqui". Já a engenheira Nívea disse que em nenhum momento tentou ofender ou humilhar o agente público e que suas falas foram em um momento de nervosismo: "alterei o meu tom de voz para defender o meu esposo". Por fim, ela ainda reiterou que sua fala, que causou tanta polêmica e indignação, foi tirada do seu contexto: "As vezes você fala algo em um tom e é mal interpretado".

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