Nesta quarta-feira (21) morreu um voluntário brasileiro que estava participando dos testes da vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com o laboratório AstraZeneca. A morte do voluntário foi confirmada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em nota oficial, o órgão afirmou ter sido comunicado formalmente do óbito na segunda-feira (19) e também que os dados da investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança já foram devidamente compartilhados com a agência. Não foi informado se o voluntário recebeu a dose do imunizante ou o placebo.

De acordo com informações passadas pelo presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, mesmo após o óbito do voluntário, os testes da vacina seguirão normalmente. Além disso, Torres também aproveitou para mandar palavras de solidariedade à família do voluntário.

Em nota, o presidente do órgão afirmou que a palavra “pessoal e institucional” que eles têm para esse momento é de “solidariedade para com a família” do brasileiro. Torres caracterizou o momento como “muito difícil” e “delicado”, no entanto, afirma que, mesmo assim, eles se solidarizam com a família.

Segundo a nota divulgada pela Anvisa, levando em consideração o compromisso de “confidencialidade ética previsto no protocolo”, as agências envolvidas no caso recebem detalhes sobre à investigação que segue sendo realizada pelo comitê.

Diante disso, eles afirmam que foi sugerido o “prosseguimento do estudo”, desta forma, os testes da vacina Oxford continuaram em avaliação.

E mais, o órgão também fez questão de ressaltar que os dados de voluntários envolvidos em pesquisas clínicas são mantidos em sigilo, isso conforme já previsto anteriormente nos “princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes”.

Laboratório envolvido também se pronuncia

Além da Anvisa, procurado pelo UOL, o laboratório AstraZeneca, envolvido no desenvolvimento da vacina, também se pronunciou, porém, optou por não divulgar detalhes sobre a morte do voluntário.

Para o portal de notícias, o laboratório informou que não pode comentar “casos individuais” que envolvam o “estudo clínico em andamento”, isso porque, segundo a AstraZeneca, eles obedecem “estritamente à confidencialidade médica”.

O laboratório também afirma que todos os eventos significativos decorrentes do estudo em andamento são devidamente avaliados pelos investigadores envolvidos. Diante disso, a AstraZeneca diz que não há motivo de “quaisquer preocupações” sobre a continuidade dos testes da vacina para a Covid-19.

Testes já foram interrompidos anteriormente

Em setembro, o estudo da vacina Oxford já precisou ser interrompido temporariamente após uma reação adversa em um dos voluntários do Reino Unido. Na ocasião, a vacina estava na fase 3 dos testes.

Diante do caso, todos os centros que estavam participando do experimento, entre eles o Brasil, tiveram que interromper os testes. No Brasil, o desenvolvimento da pesquisa está sendo coordenado pelo Crie/Unifesp.

Dias depois, os testes retomaram a normalidade.

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