O corpo da japonesa Hitomi Akamatsu, de 43 anos, foi encontrado em uma cachoeira que fica na propriedade da Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), lugar conhecido pelos atendimentos que eram feitos pelo famoso médium João de Deus.

De acordo com a polícia, a mulher era uma das várias pessoas sobreviventes do acidente nuclear de Fukushima, que aconteceu no ano de 2011 no Japão. "Nós apuramos que ela teria procurado Abadiânia como forma de tratamento após a exposição à radiação", relatou o delegado Albert Peixoto.

Encontrada na propriedade de João de Deus

Hitomi havia desaparecido no último dia 10, porém o caso foi registrado apenas 5 dias depois.

O corpo da japonesa foi encontrado nesta segunda-feira (16), em uma vala com terra e pedras. A vítima apresentava sinais de violência. Na quarta-feira (17), o instituto de Identificação de Goiás pôde confirmar através de impressões digitais que o corpo realmente pertencia à japonesa desaparecida. Um homem de apenas 18 anos foi preso suspeito de ter cometido o crime.

O delegado Albert afirmou que a intenção inicial do rapaz era apenas roubar os pertences de valor da vítima para conseguir pagar dívidas com traficantes por causa de drogas. "O suspeito foi até a cachoeira porque sabia da presença de estrangeiros por lá, que poderiam ter dinheiro. Uma câmera de segurança filmou ele voltando do local do crime, de bicicleta, e com a blusa da vítima", completou o delegado.

O suspeito poderá responder por ocultação de cadáver e latrocínio –roubo seguido de assassinato. Na delegacia, o jovem teria confessado o crime e dito que matou a vítima sufocada, após ela reagir ao ataque.

João de Deus foi condenado a mais de 60 anos de prisão

João Teixeira de Faria, o famoso João de Deus, foi condenado a pouco mais de 60 anos de prisão por abuso de vulnerável, posse ilegal de armas de fogo, violação sexual mediante fraude.

O médium nega ter cometido todos esses crimes. Há pouco tempo João de Deus passou por algumas complicações de saúde e teve que ficar internado por um tempo. Ele cumpre prisão domiciliar desde abril deste ano, por causa da pandemia e por ser também do grupo de risco.

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