“Na última semana, a gente observou um aumento progressivo no número de internação e na solicitação de internação de pacientes. E nas últimas 48 horas, um aumento substancial, como nunca antes. Aqui em São Paulo e pacientes externos também”, relatou a cardiologista Stéphanie Itala Rizk, da Rede Vila Nova Star, em entrevista à CNN Brasil.

Aumento nos casos de Coronavírus

A procura por atendimento médico por conta do coronavírus vem crescendo cada vez mais e fez com que as redes de hospitais precisassem de mais profissionais da área da saúde. De acordo com a cardiologista, algumas unidades de hospitais particulares de outros municípios do estado de São Paulo já não têm mais vagas.

“Estão abrindo mais leito, chamando mais médicos para plantão, mais fisioterapeuta, mais enfermeira”, disse ela. “Esse aumento é real, é verdadeiro, a ponto de hoje já não termos mais vagas em alguns dos principais hospitais particulares no estado”, completou.

Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (16), representantes do centro de contingência do coronavírus informaram que novos avanços de regiões para a fase verde foram adiados para o próximo dia 30.

Spray mata coronavírus e protege máscara por mais 48 horas

Recentemente, alguns pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) conseguiram desenvolver um spray que, quando aplicado nas máscaras, forma uma barreira de alta proteção que mata o novo coronavírus em cerca de 1 minuto.

O spray contem sais de cobre, que ultimamente já estão sendo usados em grande escala na área da agricultura, funcionando como um fungicida, com uma mistura de polímeros biodegradáveis, que agem como uma cola para a fixação dos sais. Com o nome de SprayCov, ele pode manter 99,99% de eficácia durante 48 horas depois da aplicação.

A fórmula usada não é apenas um álcool 70% ou como um hipoclorito de sódio, que as pessoas estão acostumadas a usar na limpeza em casa, mas sim uma fórmula que torna a máscara capaz de inativar o coronavírus, segundo a Marisa Masumi Beppu, professora titular da Faculdade de Engenharia Química e fundadora do Laboratório de Engenharia e Química de Produtos (Lequip), da Unicamp.

A princípio, a tecnologia foi pensada para utilização em equipamentos de proteção usados pelos profissionais da saúde que lidam todos os dias com pessoas infectadas pelo vírus, mas depois de um pequeno período de tempo foi comprovado que o spray também tem grande desempenho em máscaras de algodão.

Modo como SprayCov age contra o coronavírus

Os íons liberados pela solução causam rupturas no vírus, decompondo e destruindo a membrana que reveste o microorganismo.

Segundo informou a professora, na camada mais externa, que é composta por glicoproteínas, é onde ficam todas as informações genéticas que permitem a entrada do coronavírus no corpo. Dessa maneira, o vírus deixa de existir e não pode mais infectar o hospedeiro.

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