Familiares de dois idosos que estiveram nas tendas de vacinação montadas em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e em Petrópolis, na Região Serrana, gravaram vídeos mostrando o momento em que os agentes de saúde simulavam aplicar a dose do imunizante contra a Covid-19.

Em um dos vídeos, uma técnica de enfermagem em um drive-thru montado em Gragoatá, em Niterói, insere a agulha no braço da idosa, mas não empurra o êmbolo para injetar o líquido. Na ocasião, sem perceber o que havia ocorrido, os familiares e os idosos comemoraram a vacinação, porém, ao reverem o vídeo, perceberam que havia algo estranho.

Em comunicado, a prefeitura disse ter afastado a profissional e, logo depois, o idoso recebeu o imunizante em casa.

Já em Petrópolis, uma idosa de 94 anos havia achado que recebeu a vacina, mas a seringa que deveria ter o líquido estava vazia. No vídeo gravado, a enfermeira que estava fazendo a aplicação tentava tirar a proteção da agulha da seringa.

Nesse ínterim, um dos membros da família da idosa, que estava vendo tudo no banco do motorista e também filmando a ação, disse ser melhor trocar a seringa. Então, a enfermeira foi até a tenda –onde está a vacina– e pegou uma nova seringa. Ao voltar com uma seringa vazia, ela aplica na idosa. O vídeo viralizou nas redes sociais.

Em nota, a prefeitura de Petrópolis diz ter confirmado que a seringa estava realmente vazia, que entrou em contato com a família da idosa e que ela já recebeu a dose correta da vacina.

A técnica de enfermagem envolvida no caso foi afastada e será ouvida nesta segunda-feira (15) pela prefeitura de Petrópolis.

Mas não foi só no Rio de Janeiro que aconteceram casos como este. Casos similares foram registrados em Goiânia (GO), Maceió (AL) e Salto (SP). Contudo, em Salto, o erro foi percebido pela própria profissional de saúde.

Primeira perícia mostra que seringa não tinha defeito

A seringa usada pela técnica de enfermagem que simulou ter vacinado uma senhora de 97 anos em Maceió (AL) não apresentou nenhum defeito no êmbolo, segundo resultado apontado por peritos criminais que trabalham no Laboratório Forense do Instituto de Criminalística de Alagoas. Eles fizeram vários exames para saber se o lote da seringa que a profissional de saúde usou na vacinação teria algum defeito ou irregularidade.

O caso foi descoberto graças às imagens de um vídeo gravado pela cuidadora da senhora. Nas imagens é possível ver a técnica de enfermagem enfiando a agulha na idosa, mas não injetando nada.

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