Na ultima terça-feira (17), o Ministério da Saúde italiano realizou alguns testes relacionados à vacina contra o coronavírus. A primeira fase de testes será feita em Animais.

De acordo com a agência italiana Ansa, as vacinas em questão foram criadas pela empresa Takis, e os testes, por sua vez, receberam a autorização do Ministério da Saúde italiano para serem conduzidos. Eles estão agendados para terem início ainda essa semana, mas sem uma data fixada.

Durante uma entrevista concedida à ANSA, Luigi Auristchio, o diretor executivo da empresa responsável pela vacina, afirmou que esse é apenas o primeiro de uma série de passos necessários para conseguir encontrar uma cura para a Covid-19.

De acordo com Auristchio, caso os resultados dessa fase inicial sejam satisfatórios, a vacina passará para a segunda fase de testes, promovida em humanos. Esses testes, por sua vez, têm previsão para ocorrer somente durante o outono italiano.

A vacina contra o coronavírus foi criada a partir de um fragmento de material genético do vírus. A base para que ela tenha sido feita, por sua vez, é uma tecnologia chamada eletroporação.

Essa tecnologia consiste em injetar a vacina no músculo e, na sequência, fornecer um impulso elétrico de curtíssima duração, que facilitaria a entrada da vacina nas células.

A partir disso, ela ficaria ativa no sistema imunológico de quem recebesse uma dose.

UE doará 80 milhões de euros para pesquisas

A Itália não é o único mais do mundo que está tentando encontrar uma cura para a Covid-19. De acordo com a Ansa, a criação dessa vacina também está sendo discutida na União Europeia (EU).

As informações foram fornecidas pela própria presidente da UE, Ursula von der Leyen, que chegou a afirmar também que o bloco econômico doará 80 milhões de euros para que as pesquisas necessárias possam ser realizadas e a vacina seja desenvolvida o mais rápido possível.

Ao comentar sobre o assunto citado, Ursula von der Leyen afirmou que chegou a conversar com os principais líderes de uma empresa desse segmento, vista por ela como inovadora. A partir dessa conversa, a líder da União Europeia descobriu a respeito de uma tecnologia promissora, que seria capaz de desenvolver a vacina contra o coronavírus.

Na sequência, Von der Leyen informou sobre a quantia que será doada pela União Europeia para as pesquisas e afirmou que espera que todo o apoio fornecido pelo bloco econômico ajude a obter uma resposta e uma vacina para o vírus antes do outono, prazo estipulado pela empresa que está trabalhando na Itália para obter a vacina para o coronavírus.

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