O número de casos do novo coronavírus no estado do Amazona já ultrapassa os 20 mil, ficando entre os cinco com mais mortes em todo o território nacional, somando mais de 1,4 mil óbitos. Entre esses é possível destacar Eliane Ramos Rodrigues, que estava grávida quando recebeu o resultado positivo no teste para o novo coronavírus.

Alguns dias depois do resultado citado, Eliane precisou passar por um parto prematuro e acabou falecendo. Dessa forma, ela não conheceu o filho. Quando tudo aconteceu, segundo informações do G1, a mulher estava em seu oitavo mês de gestação. Os primeiros sintomas de Covid-19 apresentados por ela foram fortes dores em todo o corpo e também falta de ar.

Bernardo, o filho de Eliane Ramos Rodrigues, chegou a nascer. Logo depois do parto, o menino conseguiu se recuperar bem e teve alta do hospital. Entretanto, a sua mãe continuou internada em um hospital da rede privada, mas acabou falecendo ainda no dia 14 de maio e, devido ao resultado positivo do teste de coronavírus, nunca chegou a ver o seu filho.

Além de Bernardo, Eliane era mãe de mais um garoto, de 6 anos. Atualmente, os dois estão vivendo com a tia, que chegou a lamentar pelo que aconteceu e também a falar sobre a situação de todas as famílias que perderam alguém para o Covid-19.

Ao comentar a respeito disso, a irmã de Eliane afirmou em entrevista ao G1 que ela foi enterrada em um cemitério público da cidade, e em uma vala.

De acordo com Maria, sequer um coveiro estava presente durante o enterro, visto que todos eles acabaram ficando doentes.

Explicando como o caixão foi enterrado, Maria José chegou a afirmar que um coveiro o jogou na vala, algo que ela considera desumano. Ao falar a respeito da cena, Maria a caracterizou como algo desumano e que nunca mais saiu da sua cabeça desde o sepultamento de Eliane.

Apesar do depoimento de Maria José Ramos Rodrigues, a prefeitura de Manaus chegou a emitir uma nota negando que os coveiros estivessem em falta quando Eliane foi sepultada no cemitério Nossa Senhora Aparecida. De acordo com a administração da cidade, o cemitério em questão conta com uma equipe de 15 coveiros, além de possuir 5 ajudantes por dia trabalhado e dois fiscais.

Números crescem no AM e se tornam alarmantes

De acordo com informações fornecidas pelo G1, os números relativos à pandemia de coronavírus no Amazonas se tornaram alarmantes e chegaram a causar a superlotação de várias unidades de saúde da capital do estado. Além disso, o sistema de saúde esteve a beira de um colapso ao ver quase 100% dos seus leitos ocupados.

Ainda no último domingo (17), entretanto, o governo do estado citado chegou a afirmar que a taxa de ocupação caiu de 86% para 82%.

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