Nesta última quarta-feira (17), a Rússia anunciou que irá começar a realizar os testes clínicos de dois protótipos de vacinas que estão sendo feitas contra a Covid-19 no país.

Estes teste partirão para uma nova fase e serão feitos em humanos. De acordo com o que foi divulgado pelo país, serão usados neste momento 76 voluntários que foram recrutados para os testes.

A metade destes voluntários irá receber a vacina em forma líquida, enquanto a outra parte irá receber ela em forma liofilizada, uma espécie de desidratação da vacina que estabiliza a molécula.

Corrida pela vacina continua

De acordo com o que foi divulgado, as pessoas que irão participar agora desta fase de testes com humanos irão começar a receber a vacina nesta quinta-feira (18) e também na sexta-feira (19).

As autoridades de saúde do país, no entanto, não entraram mais em detalhes a respeito da composição da vacina que está sendo feita na Rússia e está entrando em sua fase de testes com pessoas. Até o momento, nenhum detalhe a respeito disso foi divulgado pelas referidas autoridades.

Os voluntários que irão ser usados para os testes estavam em isolamento por 14 dias e agora permanecerão por mais 28 em isolamento depois que os testes forem realizados.

O isolamento destas pessoas irá acontecer através de duas clínicas localizadas em Moscou. O estado de saúde destas pessoas, como foi informado, passará por um monitoramento e elas também terão que fazer avaliações a respeito da imunidade e também de possíveis efeitos colaterais que a vacina possa vir a apresentar.

Atualmente, a Rússia é o terceiro país com mais casos de Covid-19 no mundo inteiro. Está atrás apenas do Brasil e Estados Unidos, de acordo com o que foi apontado pelo monitoramento que está sendo feito pela universidade americana Johns Hopkins.

Nesta última quarta-feira (17), até as 20h, o país contava com 7.468 mortes que foram causadas pela doença, de acordo com os dados divulgados pelas autoridades locais.

Há duas semanas, o país certificou a respeito de um antiviral para que fosse usado no combate ao novo coronavírus. O medicamento em questão foi apresentado como sendo uma versão modificada de uma substância japonesa, que tem mostrado uma alta eficácia em relação ao combate à doença nos ensaios clínicos que foram feitos contando com 330 pessoas, em 35 centros médicos russos.

A novidade foi divulgada pelo fundo estatal do país.

O fundo ainda apontou que o remédio começou a ter sua distribuição feita na semana passada e foi encaminhado para hospitais e também para várias outras regiões da Rússia. A previsão é de que sejam entregues 60 mil doses do remédio ainda neste mês.

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