Após contrair o novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro passou a incentivar ainda mais o uso da hidroxicloroquina, fazendo postagens em suas redes sociais afirmando que o uso do medicamento é a cura para o coronavírus.

Na terça-feira (7), Bolsonaro afirmou que testou positivo para a Covid-19. Desde então, ele afirma ter feito uso do medicamento.

OMS e Opas

Nesta terça-feira (14), a gerente de incidentes para a covid-19 da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Sylvain Aldighieri , relembrou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda o uso da hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19 e, inclusive, suspendeu o uso do medicamento em seus testes.

Segundo Aldighieri, "

Para que serve a hidroxicloroquina

O medicamento foi muito utilizado para a malária e é indicado também para afecções reumáticas e dermatológicas, artrite reumatoide, lúpus e condições dermatológicas provocadas ou agravadas pela luz do sol. Não é indicado para crianças menores de 6 anos e pacientes com maculopatias preexistentes.

O uso inadequado do medicamento pode causar diversos efeitos colaterais, entre eles: distúrbios do sistema imune, distúrbios psiquiátricos, distúrbios do metabolismo e nutrição, distúrbios oculares, distúrbios da audição e do labirinto, distúrbios gastrointestinais, distúrbios do sistema nervoso, distúrbios de pele, distúrbios musculoesqueléticos e, inclusive, distúrbios cardíacos.

Presidente continua a falar sobre o medicamento

Jair Bolsonaro é muito ativo em suas redes sociais e tem publicado vídeos e textos favoráveis ao uso de hidroxicloroquina em pacientes com a Covid-19.

Bolsonaro vai ao Hospital das Forças Armadas pelo menos duas vezes ao dia para monitorar seus batimentos cardíacos, a fim de observar se seu corpo sofrerá alguma reação.

Bolsonaro pode ser proibido de propagandear uso da hidroxicloroquina

Nesta terça-feira, Lucas Rocha Furtado, subprocurador do MP, pediu para que Jair Bolsonaro seja proibido de propagandear o uso da hidroxicloroquina. O pedido foi feito ao Tribunal de Contas da União. Lucas Rocha usa como argumento os dados científicos dos estudos e a não aprovação do medicamento pela Organização Mundial de Saúde.

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