Lançado na última quarta-feira (19) na Netflix, o documentário brasileiro "Democracia em Vertigem", que acompanha o período de ascensão e queda do Partido dos Trabalhadores (PT), na era Dilma Rousseff, tem chances de receber uma indicação ao Oscar.

A afirmação acima foi feita pelo site americano IndieWire, um dos mais respeitados meios de comunicação dedicado a avaliar filmes e séries.

'The Edge of Democracy'

Este é o titulo em inglês do documentário dirigido pela jovem cineasta mineira de 35 anos, Petra Costa.

O IndieWire considerou a produção como um dos cinco documentários lançados até agora, favorito ao Oscar, o maior prêmio do cinema mundial.

O site, entretanto, faz uma ressalva e lembra que ainda nos encontramos no mês de junho e outros documentários ainda serão lançados, o que pode atrapalhar a trajetória de "Democracia em Vertigem".

No review especial da produção da Netflix Brasil, o site classificou a obra como envolvente e que dá ao público uma visão panorâmica dos acontecimentos políticos do Brasil nas últimas décadas.

O IndieWire deu a nota 3,5 (num total de 5), enquanto o IMDB (Internet Movie Database), um dos maiores sites mundiais em que é permitido que o público dê notas a filmes, séries e até mesmo novelas, o documentário ficou com a média 7,5.

O Metacritic é um veículo que reúne notas dos principais críticos estadunidenses, o site deu para a obra a média 81, o documentário foi analisado por 12 profissionais de jornalismo em televisão na América.

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Jair Bolsonaro Lula

Constam nas avaliações do Metacritic, as feitas pela Variety, a maior publicação americana especializada em análises de produções dramatúrgicas dos EUA, o New York Times e o Los Angeles Times, todos estes veículos deram a nota 90 para a obra da cineasta Petra Costa. Enquanto o periódico britânico The Guardian e o site americano The Hollywood Reporter deram 80 para "Democracia em Vertigem".

No Brasil

No país a produção vem sofrendo críticas da direita conservadora, por outro lado, vem colhendo elogios da ala mais à esquerda.

O documentário é recheado de momentos reveladores, como a ótima entrevista do ex-ministro petista Gilberto Carvalho, que comenta alguns dos erros do PT em relação ao Congresso e as bases do partido nas ruas.

A obra também mostra as traições de figuras como Eduardo Cunha (principal articulador do impeachment de Dilma, nas palavras da própria) e Michel Temer.

A cineasta lamentou não ter conseguido entrevistar o tucano Aécio Neves, que recusou-se a dar entrevista para o documentário.

"Democracia em vertigem" entrevista o então deputado federal Jair Bolsonaro, que mostra em seu gabinete os quadros de ex-presidentes militares da época da ditadura.

Também é mostrado o momento em que Bolsonaro homenageia o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, quando Bolsonaro vota pelo impeachment de Dilma Rousseff.

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