Uma notícia boa vem a galope, mas quando ela é pela metade a gente tem que considerar que o copo está meio cheio ou meio vazio? Assim é o anúncio do Instituto Inhotim, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Museu a céu aberto e um grande espaço acolhedor de plantas e árvores, o Inhotim poderá quebrar o jejum de visitação iniciado em 18 de março, quando foi forçado a fechar suas atividades por causa do coronavírus.

Se, por um lado, o comunicado sobre a disposição de receber os mineiros e turistas é bom, por outro frustra ao não definir qual a data para a sua “reinauguração”.

É que essa parte depende de avaliações de equipes ligadas à saúde e do avanço (ou não) da pandemia na região.

O instituto que administra o Parque do Inhotim contratou uma consultoria especializada em infectologia, a qual determinou uma série de protocolos e procedimentos que deverão ser seguidos, visando ao controle e à prevenção da Covid-19.

Certeza e segurança

A direção deseja o retorno das pessoas, visitantes e funcionários com o máximo de garantia e com o melhor acolhimento possível dos frequentadores.

Quando esteve fechado, o Instituto aproveitou a ausência e circulação do público para conservar e fazer manutenções preventivas na infraestrutura. Os funcionários responsáveis por essas tarefas passaram por testagem do coronavírus, objetivando a não contaminação e a não transmissão da doença.

Até o momento e, graças a Deus, nenhum deles apresentou sintomas. Já a parte administrativa trabalha em regime de home office. Seu papel tem se concentrado em ações voltadas para a comunicação, projetos socioeducativos e captação de recursos.

Novo normal

O que se confirma a respeito da reabertura concentra-se no horário e nos dias de funcionamento: o Inhotim permanecerá disponível às sextas-feiras, finais de semana e feriados.

Nas sextas vai das 9:30 h até as 16:30 h e nos outros dias, abre na mesma hora com fechamento às 17:30 h.

Entretanto, o parque trabalhará com o limite de 500 pessoas por dia; ou seja, 10% do que regularmente recebia antes da pandemia. Os ingressos serão vendidos apenas pelo sistema on-line e não se permitirão visitas nos moldes de grupos de excursões.

O uso de máscaras dentro do recinto é obrigatório.

Os intervalos de limpeza dos banheiros serão diminuídos e a prioridade é que todos obedeçam a distância de 1,80 m entre as pessoas. O espaço ganhou sinalização de fluxo dos visitantes e dispensadores de álcool gel 70%, disponível para os visitantes e turistas.

Quem estiver com fome, o Parque do Inhotim oferece o restaurante, o qual atenderá somente pelo sistema “à la carte” ou por buffet, respeitando a distância de 1,80 m de uma mesa para outra.

Para o diretor-presidente do Inhotim, Antônio Grassi, o espaço é uma ótima oportunidade para os visitantes aliviarem e relaxarem diante do estresse advindo do coronavírus. “Nós somos um jardim botânico que abriga um enorme museu de arte contemporânea a céu aberto...

contribui muito para que a gente possa ter um procedimento de reabertura diferente de espaços fechados e museus tradicionais”, finalizou.

Paralisação atrás de paralisação

A proliferação da Covid-19 ocasionou a terceira paralisação do Parque do Inhotim nos últimos anos. Levantando-se as informações, a região de Brumadinho (onde fica o jardim-museu) foi atacada primeiramente pelo surgimento da febre amarela. Chegou-se a pedir a carteira de vacinação para o acesso do público na portaria.

Depois veio a tragédia da barragem do Córrego do Feijão, com o rompimento da represa de rejeitos administrada pela mineradora Vale. O acidente deixou uma sensação de temor nos frequentadores e curiosos; muitos evitaram comparecer ao espaço.

Foi necessária uma campanha, no intuito de incentivar o retorno à frequência do local.

Antônio Grassi diz que “não é apenas a atuação museológica. A ideia de ser um parque mais aberto amplia as possibilidades e também o Turismo é muito importante para nós.”

Tomara que não haja uma quarta paralisação, pois se assim acontecer, não dará mais para acreditar no dito popular de que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

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