"Você está deprimido" ou "ela muda muito de ideia, é bipolar" são frases facilmente ditas hoje em dia e elas podem ser prejudiciais ao se tratar de doenças mentais reais. Segundo especialistas, esse tipo de colocação banaliza os transtornos que são tratados hoje em dia. A apropriação de termos clínicos acaba sendo mais um obstáculo que alguns desses pacientes têm que enfrentar, além dos tratamentos pelos quais já passam.
É previsto que as doenças mentais vão ser responsáveis pela incapacitação de diversas pessoas até 2030. Entre as doenças, a depressão se destaca como uma das mais comuns. Uma das maneiras de amenizar tal situação é parar de banalizar os transtornos ao utilizar seus nomes.
Falar que pessoas metódicas têm TOC
O Transtorno Obsessivo Compulsivo é comumente atribuído a pessoas que são metódicas, e isso é errado. Pessoas com TOC são impactadas de uma maneira muito grave pela doença, não conseguindo se concentrar em sua vida pessoal, apenas em suas tarefas e, quando não conseguem realizá-las, sentem-se imensamente frustrados.
Chamar alguém louco ou descontrolado de "esquizofrênico"
Enquanto a loucura é descrita como algo ligado à irracionalidade ou falta de juízo, a esquizofrenia é uma psicose e caracteriza a alteração repentina de pensamento, linguagem, emoção e da percepção da pessoa que sofre com a doença.
Definir pessoas tristes como "depressivas"
Um dos erros mais comuns das pessoas é confundir momentos de tristeza com depressão. A depressão não é facilmente causada por situações ruins ou de frustração, ao contrário do que as pessoas pensam. Por conta da banalização do termo, indivíduos que sofrem de depressão acabam sendo vistos na sociedade como pessoas que têm frescuras.
Dizer que pessoas que mudam de ideia ou de humor rapidamente são "bipolares"
Antigamente, a bipolaridade era conhecida como psicose maníaco-depressiva e pode causar excitabilidade, depressão ou mania. Essas crises podem durar dias ou semanas e em alguns casos culminam em suicídio.
Definir impaciência e nervosismo como "ansiedade"
A ansiedade geralmente conta com um sentimento de apreensão ou medo que surge em um cenário em que o indivíduo possui diversas atividades a serem feitas ao mesmo tempo. A angústia é maior se a razão dela não estiver sendo reconhecida. Os três sintomas físicos da ansiedade são irritabilidade, impaciência e inquietação.
Chamar de "autista" alguém mais fechado
Desde criança, os autistas enfrentam diversos problemas de adaptação ao serem inseridos na sociedade. Alterações não verbais de comportamento, incapacidade de desenvolver algum relacionamento e o atraso no desenvolvimento da linguagem oral são alguns sintomas do autismo.
Chamar de "antissocial" pessoas com excentricidades e diferença de interesses
Outro termo comumente utilizado por pessoas que se afastam mais de grupos sociais é o de antissocial. Entretanto, uma pessoa com tendências antissociais costuma agir de maneira impensada e sem se preocupar em estar prejudicando o próximo.
A banalização dessas doenças leva ao suicídio
Uma das brincadeiras comuns dos últimos anos é a de querer estar morto. Somente na Espanha, 10 pessoas se suicidam por dia, sendo que 75% das vítimas são homens.