Jair Bolsonaro, em toda sua campanha eleitoral, prometeu um governo de mudanças, que seria diferente de tudo já experimentado pela República brasileira.
Entretanto, passado 1 mês de gestão, a equipe de governo do capitão reformado acumula desistências e recuos.
Confusão sobre o decreto do novo salário mínimo
No primeiro dia de trabalho oficial da sua gestão, dia da posse, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o decreto sobre o novo valor do salário mínimo sairia apenas nos próximos dias. Entretanto, no mesmo dia, Bolsonaro assinou o documento que fixou a quantia em R$ 998.
Desistência de aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)
Novo desencontro entre Bolsonaro e seu ministro da Casa Civil. Na primeira coletiva como presidente do Brasil, Jair afirmou que haveria um aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), para assegurar a prorrogação até 2023 dos incentivos fiscais concedidos às regiões Norte e Nordeste. No entanto, momentos depois, Onix Lorenzoni disse que o presidente "se equivocou" e desmentiu o suposto acréscimo ao tributo.
Recuo em relação à diminuição da alíquota do Imposto de Renda (IR)
Ainda na sua primeira coletiva, Bolsonaro comentou sobre o Ministro Paulo Guedes anunciar uma possível redução na alíquota do Imposto de Renda. O que aconteceu, na verdade, foi que Marcos Cintra, secretário especial do governo, negou a possibilidade. Segundo ele, ainda não era hora de encolher a arrecadação.
Evitando a paralisação de alguns órgãos, governo volta atrás sobre a "despetização"
Onix Lorenzoni, fortalecido pelo discurso anti-petista do governo, prometeu promover uma severa despetitzação na administração pública federal. Todavia, o alto número de exonerações comprometeu o funcionamento de determinados órgãos. Assim, alguns dos servidores afastados tiveram que renomeados.
Cancelamento da entrevista coletiva no Fórum Econômico Mundial, em Davos
Bolsonaro decepcionou a imprensa mundial com seu discurso superficial de apenas 6 minutos no painel do Fórum. Desse modo, sua equipe decidiu não retornar para a coletiva preestabelecida, causando estranhamento em todas as pessoas envolvidas na organização do evento. Ademais, a imprensa internacional questionou o fato do presidente ter recebido a Record TV horas depois do cancelamento do compromisso oficial.