Nesta quarta-feira (5), o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), disse que o auxílio emergencial não poderá continuar por muito tempo devido ao alto custo do benefício aos cofres do Governo. Segundo o presidente, o gasto mensal para o pagamento do auxílio emergencial é de R$ 50 bilhões.

Em sua fala na área interna do Palácio do Alvorada, nesta quarta-feira (5), Jair Bolsonaro afirmou criticamente a postura assumida por alguns governadores que insistem com o fechamento do comércio. Tal questão foi levantada após um de seus apoiadores agradecer pelo auxílio de R$ 600 no momento em que o país sofre com a pandemia do novo coronavírus (covid-19).

No último domingo (2), o presidente já havia criticado a postura de defesa do benefício como algo permanente. Bolsonaro ainda ressaltou que os mesmos governadores que querem perenizar o auxílio são os mesmos que quebraram seus estados e destacou que ao assumir tal decisão é provável que a economia do Brasil sofra drásticas quedas.

Pressões políticas em favor do auxílio emergencial

Na última segunda-feira (3), o jornal Folha de S.Paulo mostrou que o Ministério da Economia está avaliando a extensão do auxílio até o mês de dezembro, apesar do discurso presidencial. Membros da pasta econômica mostram preocupação sobre o impacto fiscal caso a medida seja a favor, porém com as pressões políticas é provável que haja a prorrogação do auxílio emergencial até dezembro.

Segundo levantamento da Folha, o governo brasileiro já gastou com o auxílio emergencial R$ 254,2 bilhões, sendo considerada a medida mais cara assumida diante do pacote para enfrentar a crise.

No início, a criação do auxílio emergencial tinha a pretensão de durar apenas três meses (abril, maio e junho), mas após pressões diversas, viu-se a necessidade de prorrogar por mais dois meses (julho e agosto).

De acordo com técnicos do Ministério da Economia, a prorrogação mantendo as mesmas regras atuais geraria um custo até dezembro de R$ 450 bilhões.

Ampliação de auxílio emergencial até dezembro

A pandemia da Covid-19 parece não ter previsão de chegar ao fim antes de encerrar este segundo semestre, com isso o governo estuda ampliar o auxílio até dezembro, porém com valor reduzido à média do Bolsa Família (R$ 200).

Para isso será necessário solicitar alteração junto ao Congresso Nacional, já que o auxílio emergencial se encontra em forma lei.

Para o ministro Paulo Guedes, a possibilidade de extensão do auxílio pode ocorrer com o pagamento do benefício no valor de R$ 200 (uma média já destinada aos beneficiários do Bolsa Família).

Mas, segundo a lei do auxílio, a extensão pode ocorrer desde que mantendo o mesmo valor discriminado na proposta, ou seja, os R$ 600 ao mês. A equipe econômica do presidente Bolsonaro defende a medida, porém com valores menores, de modo que, tanto o governo quanto a população não sofram maiores prejuízos.

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