Neste último final de semana, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reuniu-se com sua equipe para determinar o valor médio do Renda Brasil. Essa é a reta final para que o projeto seja lançado oficialmente, após ser apresentado ao presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (24). O programa social Renda Brasil surge para substituir o atual Bolsa Família e ampliar o benefício a uma maior parcela da população.

Segundo o texto, que determina como será o novo programa social, há a previsão de três atos que deverão ocorrer ao longo da sua implementação. Os atos dizem respeito à transferência de renda com o fim do auxílio emergencial de R$ 600 e aumento dos beneficiários do Bolsa Família, novo programa de emprego (Carteira Verde Amarela), com a inclusão do "imposto negativo", e desoneração da folha de salários, através da criação do imposto sobre transações digitais e financeiras.

Governo extinguirá programas assistenciais

De acordo com dados colhidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, serão necessários cerca de R$ 52 bilhões anuais para suprir a elevação do valor do benefício médio de R$ 190 para R$ 247. Entretanto, se tudo ocorrer como o almejado, será necessário a extinção de programas sociais que no momento estão sendo considerados ineficientes, tais como: o abono salarial, o salário-família, o seguro-defeso e a Farmácia Popular.

Segundo pretensões da equipe econômica, haverá o pedido para que sejam feitos cortes em despesas –auxílio ao servidor e o fim das verbas indenizatórias referentes aos altos salários, em especial, do Judiciário. Contudo, ainda há pontos em aberto e que podem sofrer alterações provocando assim o adiamento do lançamento do programa que está previsto para a próxima terça-feira (25).

A urgência em lançar o Renda Brasil diz respeito à necessidade de encerramento do auxílio emergencial de R$ 600 antes que a Câmara possa apresentar uma proposta que garanta outro tipo de renda básica para suprir os anseios financeiros da população mais pobre.

Renda Brasil será mais amplo que Bolsa Família

Segundo levantamento feito pela equipe do Governo, cerca de 95% das pessoas que recebem o Bolsa Família passaram a receber o auxílio emergencial de R$ 600 para ajudar no enfrentamento da crise causada pela Covid-19.

Estima-se que o Renda Brasil deverá atender cerca de 8 milhões de pessoas a mais que o atual Bolsa Família.

Atualmente, a média do programa assistencial criado pela gestão petista gira em torno de R$ 190.

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