A pandemia provocada pelo novo coronavírus obrigou uma adaptação e uma remodelagem da sociedade como um todo. O trabalho convencional virou home office, as reuniões se transformaram em videoconferências e muito mais pessoas passaram a conhecer de forma aprofundada o EAD (Educação a distância).

A Unyleya, uma Universidade 100% EAD, provou que a metodologia funciona muito bem, sobretudo para adultos, tendo inúmeros pontos positivos. "Muitas pessoas perceberam que perdiam muito tempo em deslocamentos desnecessários e que dá para se comunicar e trabalhar em equipe sem estarem no mesmo local físico", diz Engels Rego, diretor de graduação da Unyleya em entrevista exclusiva à BlastingTalks.

Engels ainda destaca que a revolução digital vivida atualmente contribui muito para a adoção gradual do EAD. "É normal flagrarmos pessoas que estão até fisicamente muito próximas se comunicando por meio de alguma rede social. Ou seja, o convívio por meio digital não é uma novidade, mas uma realidade", afirma o diretor. "A EAD, quando ofertada em nível nacional, até aproxima as pessoas", completa.

Confira a entrevista na íntegra.

Por conta da pandemia, inúmeras instituições de ensino tiveram que se adaptar ao modelo EAD. A Unyleya, por ser inteiramente EAD, sentiu algum tipo de baque referente à crise sanitária?

Engels Rego: Na verdade, grande parte das instituições teve que encontrar uma forma de não paralisar suas atividades e transformaram a aula presencial em aula remota, isso é um pouco diferente de ter conteúdo, metodologia e docentes específicos e com o DNA de educação a distância.

Mas, mesmo que de uma forma abrupta e até improvisada, essas instituições incorporaram, sim, métodos de EAD; e isso foi positivo para quem trabalha com educação a distância, pois reduziu-se algum preconceito que ainda persistia. No caso da Unyleya, do ponto de vista dos estudantes, pouquíssima coisa mudou.

Eles já tinham acesso a tudo o que precisam de forma 100% digital e adaptamos rapidamente o sistema de avaliação, que, antes de pandemia, exigia uma prova presencial. Agora, os estudantes fazem inclusive as avaliações, por meio digital, de forma assíncrona –no melhor horário para si. Do ponto de vista dos colaboradores, a Unyleya, por ter esse DNA digital, conseguiu colocar em trabalho remoto, em menos de uma semana, todos os professores, coordenadores, pessoal de secretaria, financeiro, etc, e continuam assim até hoje; e provavelmente permaneceremos até o final do ano.

Nesse aspecto, também sentimos muito pouco.

Durante a pandemia, a Unyleya atingiu um grande número de matrículas. De que forma a instituição trabalha para levar uma melhor experiência ao estudante a distância, mesmo sem o sistema convencional de convívio com outros alunos?

O distanciamento social advindo da pandemia nos ensinou muita coisa. Uma delas é que podemos nos relacionar de forma muito adequada com outras pessoas, inclusive colegas de trabalho ou de estudo, a distância, desde que haja ferramentas adequadas para tal. Algumas empresas e categorias profissionais perceberam que pode haver até um ganho de produtividade e pretendem não regressar ao antigo normal. A mesma coisa acontece na educação de adultos.

Muitos rendem mais podendo conduzir seu aprendizado no seu ritmo e a comunicação por meio de plataformas digitais já está mais do que incorporada no cotidiano das pessoas. É normal flagrarmos pessoas que estão até fisicamente muito próximas se comunicando por meio de alguma rede social. Ou seja, o convívio por meio digital não é uma novidade, mas uma realidade. A EAD, quando ofertada em nível nacional, até aproxima as pessoas. Nós temos alunos de centenas de cidades diferentes que convivem na mesma sala da aula (digital), que trocam experiências riquíssimas, o que seria inviável num modelo 100% presencial.

Quais você vê como os diferenciais da Unyleya para as demais instituições de ensino a distância?

O atendimento docente. Nós acreditamos que a educação superior a distância de qualidade se faz com atuação verdadeira de um bom corpo docente. Eu digo verdadeira, porque nosso corpo docente não é passivo. Nossos professores propõem atividades, corrigem trabalhos, dão feedback, ou seja, participam ativamente do processo de ensino-aprendizagem. Além disso, todo o conteúdo e plataforma tecnológica são próprios –produzidos há décadas especialmente para uma educação digital. Não é uma transposição de uma aula presencial.

Com a pandemia, a adoção do EAD e do trabalho remoto cresceu vertiginosamente. Com isso, você acha que o "preconceito" existente com essas modalidades diminuiu ou diminuirá com o passar do tempo?

Com certeza. Como eu disse anteriormente, a necessidade nos ensinou muita coisa. Muitas pessoas perceberam que perdiam muito tempo em deslocamentos desnecessários e que dá para se comunicar e trabalhar em equipe sem estarem no mesmo local físico. Aliás, muitos se deram conta que não precisariam estar nem na mesma cidade, estado ou país. Assim, abre-se um mundo de oportunidades. Da mesma forma, professores e estudantes de modelos 100% presenciais perceberam que muita coisa funciona bem sem a necessidade da presencialidade ou do sincronismo. Estudantes mais maduros, certamente, são os mais beneficiados, mas mesmo na educação básica, fica plantada uma semente de que há atividades a distância que podem complementar o ensino presencial.

Então, sem dúvida, a pandemia acelerou esse processo de queda de preconceito e, apesar de todos os males, deixa um legado positivo para a EAD.

Quais vantagens você vê atualmente em iniciar um curso de graduação ou pós-graduação a distância, pensando na concorrência do mercado de trabalho?

Um curso a distância permite que o estudante perca menos tempo com coisas que não agregam valor, como o deslocamento, aulas canceladas etc; além do custo e insegurança relacionados. Então, se tempo é um recurso escasso para a pessoa, a EAD é uma ótima alternativa. Mas, estudar a distância requer disciplina e perseverança, o que acaba sendo uma característica bem apreciada pelo mercado de trabalho. Então, eu penso que os recrutadores das empresas já perceberam que podem encontrar nos egressos dos cursos a distância uma característica que é valiosa para o bom profissional.

Além disso, estudar numa instituição digital lhe força a ficar atualizado com ferramentas que acabarão sendo essenciais para qualquer atividade profissional.

A Unyleya é uma universidade 100% EAD, atualmente com 200 mil alunos ativos e com mais de 250 mil formados. Quais os próximos passos pretendidos pela Unyleya?

A Unyleya tem uma participação muito relevante no mercado de pós-graduação a distância. Fomos pioneiros na oferta de dezenas de cursos e áreas de conhecimento nesse tipo de curso, mas ainda temos muito a crescer na graduação. Atualmente são apenas 18 cursos de graduação, mas já estamos em processo para lançar 9 novos cursos; e queremos chegar a, pelo menos, 50 cursos até o final de 2021.

Quais você vê como as razões para o estudo a distância ser ainda tão incipiente no Brasil?

Na verdade, o Brasil tem lugar de destaque quando se fala de educação a distância, pelo menos no ensino superior e nos cursos livres. De acordo com os dados do censo do ensino superior de 2019, divulgado na última semana de outubro, em 2019, pela primeira vez na história, o número de ingressantes em cursos de EAD ultrapassou a quantidade de estudantes que iniciaram a graduação presencial, na rede privada. Ao todo, 50,7% dos alunos que ingressaram em instituições privadas optaram por cursos de EAD. Entretanto, ainda há muita resistência quanto ao emprego da modalidade na educação básica, mesmo que de forma complementar.

Mas, talvez esse legado da pandemia abra algumas oportunidades. Tecnologia, experiência e vocação nós temos.

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