A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) provocou o desembolso de um grande volume de recursos destinados para controlar o avanço do surto e para tratar vítimas, além de ajudar a população a sobreviver em meio ao isolamento social em muitos momentos imposto pelos governos.

O ano de 2020 terminou com altos níveis de endividamento e com muitas preocupações relacionadas à resolução da retomada da economia diante da crise sanitária desencadeada pelo contágio da Covid-19. Segundo Carmen Reinhart, economista-chefe do Banco Mundial, esse quadro pode levar a uma crise financeira de extensão global, devido ao cenário instável que o mundo atravessa.

De acordo com levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, a situação atual se encontra numa situação de contração de 3%, e as diferentes projeções da atividade global giram em torno dessa porcentagem, que acaba elevando os índices de endividamento de diversos países.

EUA: Covid-19 provoca endividamento acima de 100%

Segundo informações do Debtclock, site americano, a dívida bruta pública em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos chegou a 100,79%, após o advento da pandemia do coronavírus (Covid-19). Isso porque o país precisou fornecer alternativas financeiras de cunho social para ajudar a população a enfrentar a doença.

Nesse sentido os EUA, assim como os demais países do globo, se viram acuados e uma das soluções imediatas era manter o isolamento social e o fechamento do comércio, ainda que isso provocasse o que se ver hoje: problemas imensos nas questões financeiras globais.

Desde a 2ª Guerra Mundial (1939 a 1945) que o mundo não sente um evento tão forte a ponto de parar a economia. A história mostra que nos últimos cem anos, duas situações impactaram o mundo: o holocausto e as bombas atômicas que foram destinadas em Hiroshima e Nagasaki (Japão).

Sequelas da Covid-19: relação dívida bruta e PIB de diversos países

O Brasil está entre os países que elevaram o endividamento relativo à produção doméstica.

Em 2019, o país fechou o ano com a dívida em 74,3%. Neste ano de pandemia, o Brasil fechou o mês de novembro com o endividamento em 88,1% do PIB, segundo a Folha de S. Paulo. Mas, pode chegar a fechar o ano em 91%, conforme estimativa do governo federal.

A Argentina terminará o ano com 73,91%, México com 72,88%. Mas, além da maior economia do mundo outros países fecharão com endividamento acima dos 100%, tais como Japão com 269,62%, Grécia com 233,28%, seguido da Itália (162,30%), França (116,35%), Canadá (109,72%), Reino Unido (108,08%), respectivamente.

De acordo com Tristen Naylor, professor de Relações Internacionais e ex-professor de estudos diplomáticos da Universidade de Oxford, a situação desenvolvida pela Covid-19 deixou especialmente o G-7 quebrado, além do restante do mundo. O FMI (Fundo Monetário Internacional) realizou um estudo que apontou um nível de endividamento muito maior em cerca de 90% dos países mais avançados, fato que não se repetia desde a última recessão global ocorrida entre 2007 e 2009.

G-20 suspende cobrança de dívida devido crise gerada pela Covid-19

Uma trégua em relação às cobranças das dívidas dos países que compõem o G-20 foram suspensas até junho de 2021. Isso aconteceu devido a muitos conflitos de Opinião entre China, EUA e União Europeia (UE) nos últimos meses, e em especial pela preocupação com a Covid-19 tem provocado nos mais variados governos mundiais.

Diante do grande empréstimo feito pela China aos países em desenvolvimento, ficou estabelecido que o país seria reembolsado em 60% de todo o valor.

Os governos de mercados emergentes chegaram a emitir US$ 124 bilhões em dívidas relativas a 2020, informou o FMI.

Com as constantes pressões orçamentárias, é provável que assuntos relacionados à dívida soberana seja uma pauta contínua ao longo de 2021, debatida certamente pelo G-20, devido ao amplo risco para os credores em uma fase que o mundo luta contra o inimigo invisível, a Covid-19.

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