O Procon descobriu diferenças de preços de material escolar que ultrapassam 300% em diversas papelarias de São Paulo. Nesse levantamento do órgão de defesa do consumidor, que costuma ser divulgado no início de cada ano, foram comparados valores de 134 itens entre os mais solicitados por escolas para material de apoio de alunos.

As maiores diferenças de preços foram encontradas na borracha branca látex da Faber Castell, que variou entre R$ 0,60 e R$ 2,60; caneta hidrográfica Pilot 12 cores, entre R$ 24,50 a R$ 59,90; e o lápis preto sem borracha, campeão de disparidades nessa pesquisa, com preços cujas variações chegaram a 325%.

A pesquisa analisou os preços de oito estabelecimentos do município de São Paulo no período de 9 a 11 de dezembro de 2019. Os valores mais em conta foram constatados em estabelecimentos comerciais da zona norte da capital.

Para o Procon, a pesquisa direta feita por consumidores vale a pena, mas reconhece que é difícil fazer isso individualmente. O órgão recomenda que os pais de alunos se unam para trocar informações a respeito dos locais que oferecem condições comerciais mais vantajosas e ainda defende compras coletivas.

"Talvez se juntar vários pais em conjunto e aí tentam um desconto maior", declarou Cristina Rafael, supervisora de pesquisa do Procon/SP, ao portal G1.

A ideia de compras compartilhadas foi adotada pela engenheira Thaís Aparecida Franchi Costa, mãe de uma criança de 3 anos e que participa de um grupo no WhatsApp com outras mães de alunos da mesma escola. Uma papelaria propôs 13% de desconto se fosse feita uma compra com mais de cinco mães desse grupo, segundo reportagem no portal Terra.

A escola, de acordo com Thaís, também se prontificou de conseguir descontos com editoras de livros didáticos.

Fabricantes falam em aumento em 8% dos preços

Empresas fornecedoras de artigos de material escolar confirmam um aumento de 8% no preço dos produtos nesta volta às aulas, superando a previsão de inflação --de 4%. A estimativa foi feita pela Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae).

A associação também recomenda que consumidores façam pesquisas de preços, e as variações podem ser devido a itens em estoque antigo ou ainda liquidações, de acordo com a entidade.

Outra recomendação dos fabricantes e importadores é conferir se cada produto é certificado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Além dessas orientações, existe a Lei 12.886, de 2013, válida em todo o Brasil, que proíbe estabelecimentos educacionais de exigir a exclusividade de compra de materiais com eles ou determinar marcas específicas de produtos.

Não perca a nossa página no Facebook!