O atletismo mundial está em festa desde sábado (12), desde que o corredor do Quênia, Eliud Kipchoge cruzou a linha final na maratona de Viena, capital da Áustria. Ele conseguiu uma façanha que há muito tempo perdurava na corrida de maratona, umas das mais tradicionais no esporte. As marcas dos vencedores da maratona registravam uma duração de duas horas. É verdade que nos últimos tempos isso vinha baixando cada vez mais, já que um dos objetivos dos atletas é melhorar continuamente o seu tempo, obter um tempo menor no cronômetro oficial.

Por sua vez, o mundo conhece bem como a África produz corredores hábeis, persistentes, rápidos e vitoriosos. Pelo menos, é assim com velocistas da Etiópia e, claro, do Quênia.

Como se diz no ditado popular, junte o útil com o agradável e se obterá todos os ingredientes para se chegar ao produto final.

Ontem as ruas de Viena viram, pela primeira vez, alguém completar os 42,195km abaixo das duas horas.

Isso significa que Eliud Kipchoge entra para a história ao realizar esta proeza incrível. Ele cravou 1 hora 59 minutos e 40 segundos, pertinho do topo de duas horas, mas o fato é que quebrou o tabu do relógio.

Ademais, o queniano baixou o tempo do recorde mundial de 2 horas, 1 minuto e 39 segundos pertencente à Maratona de Berlim, em 2018.

Validade

A corrida não tinha caráter oficial, mas as pessoas que compareceram ao Parque Prater, em Viena, participaram e incentivaram a todo o momento cada passada do atleta.

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Para mostrar a importância do feito de Eliud Kipchoge, em 1954, Roger Bannister correu uma milha (1.609 m) abaixo do tempo de 4 minutos. De lá para cá, são quase setenta anos de um hiato na história do atletismo de corrida.

O mérito não foi só de Eliud, pois durante o percurso, o queniano contou com o apoio de outros atletas que se agruparam em equipes, no intuito de ajudar a quebra do recorde.

Mesmo conquistando esse feito, Eliud não terá sua marca reconhecida pela IAAF (Associação Internacional de Federações de Atletismo) por se tratar de uma corrida de revezamento (o auxílio de companheiros de esporte) e das características da prova, a qual foi patrocinada por uma empresa britânica. Para a IAAF, era mais um evento de marketing do que uma maratona esportiva propriamente dita.

Nosso conhecido com muitas vitórias

Eliud Kipchoge é o campeão das Olimpíadas do Rio em 2016 e nas últimas edições em que participou de corridas, venceu 10 das 11 competições. Há dois anos, ele chegou bem perto de quebrar o recorde na corrida de Monza, Itália. Faltaram apenas 20 segundos para fazer o gesto de “V” da vitória.

Com 34 anos de idade e nascido na cidade de Kapsisiywa, interior do Quênia, Eliud disse que treinou por 4 meses e meio, almejando à queda da barreira das duas horas.

Logo após a chegada, Eliud Kipchoge disse o que o motiva no atletismo: “corro para provar que não existe limite para a raça humana. Estou muito feliz em ter entrado para a história. Espero que, depois de hoje, mais pessoas consigam completar uma maratona em menos de duas horas.”

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