Em junho do ano passado, ao assumir a presidência do Fluminense, Mário Bittencourt encontrava um clube quase à beira da falência. Segundo análise do Itaú BBA, integrante do grupo Itaú e responsável por estudar o mercado financeiro do Brasil, em 2017, o Tricolor era dono de uma dívida de R$ 619 milhões e apresentava uma receita irrisória. Nos pouco mais de 12 meses de sua gestão, o mandatário, junto com sua equipe, trabalhou duro para reduzir esse débito e apresentou resultados bastantes positivos.

De acordo com o ranking atualizado do Itaú BBA, o Flu, atualmente, é o 11º clube mais devedor do Futebol brasileiro, com R$ 407 milhões, ou seja, um refresco de R$ 212 milhões nos caixas da agremiação, tornando possível, por exemplo, os pagamentos de meses de salários atrasados a jogadores e funcionários ainda do período em que Pedro Abad era o presidente do clube.

Além da queda nas dívidas, o estudo mais recente do grupo Itaú mostrou um crescimento nas receitas tricolores. Isso se deu por conta da chegada de alguns novos patrocinadores, como o Hotel Nacional, anunciado no último sábado, acordos que levaram a fim de antigos processos judiciais de ex-jogadores. A subida nos ganhos, porém, não veio na mesma proporção. Dos 227 milhões de 2017, o Fluminense, em 2020, recebe, no seu caixa, R$ 249 milhões.

Falta de máster e queda no número de sócios

Um dos motivos pelo baixo crescimento nas receitas é a ausência de um patrocínio máster. Durante a campanha antes das eleições, Mário Bittencourt havia dito que resolveria essa situação, pendente desde a saída da Unimed, em 2015, ainda no ano passado, mas tal promessa acabou não se concretizando e o espaço principal dos uniformes do futebol e dos demais esportes seguem vazio.

Perguntado sobre o assunto por diversas vezes, o mandatário disse ter recebido várias propostas, todas, contudo, oferecendo valores bem abaixo daquele que, segundo ele, a marca do Fluminense deva receber. Em entrevista concedida há duas semanas, o presidente voltou a garantir estar havendo conversas e espera fechar um acordo até o final de 2020.

Outra aposta da atual gestão para se aumentar as receitas era o crescimento na adesão de sócios-torcedores. Em um primeiro momento, o planejamento deu resultado e muitos tricolores se inscreveram nos programas disponibilizados, mas, alegando insatisfação com as eliminações na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana e, principalmente, algumas atitudes da diretoria e do departamento de futebol, muitos cancelaram seus cadastros.

No momento, o Flu possui pouco mais de 37 mil associados.

Enquanto isso, dentro das quatro linhas, o foco do Fluminense é o Campeonato Brasileiro. Na oitava posição, com 18 pontos, o clube carioca enfrentará, nesta quarta-feira, às 20h30 (de Brasília), pela 14ª rodada, no estádio da Serrinha, em Goiânia, o Goiás.

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