Anthony Avalos, de apenas 10 anos de idade, foi levado na quarta-feira, 20 de junho, ao hospital depois de sua mãe, Heather Barron, ter ligado para o serviço de emergência, em Los Angeles, alegando que o menino havia caído e se machucado, e que estava desacordado. Anthony faleceu no dia seguinte e, além dos ferimentos supostamente causados pela queda, foram encontradas queimaduras de cigarro por seu corpo.

Na semana seguinte, no dia 27, a polícia prendeu o padrasto de Anthony, Kareem Leiva, que se tornou o principal suspeito de assassinato do garoto.

Investigações revelaram que Kareem e Heather já haviam sido denunciados 16 vezes por abuso infantil.

O Departamento de Serviços para Crianças e Famílias recebeu ligações de funcionários escolares e também de parentes e, apesar de o casal viver com seis filhos, a maior parte das denúncias eram de violência contra Anthony, que foi sexualmente molestado duas vezes por um avô em 2013. A tia das crianças, Maria Barron, confirmou em entrevista que acionou a polícia e o serviço social várias vezes desde 2015, quando notou que estavam com hematomas.

Segundo diretores do Departamento, as denúncias relatavam que as crianças eram obrigadas a passar fome e sede, espancadas, suspensas de cabeça para baixo do alto de uma escada, forçadas a permanecerem agachadas por horas, trancadas em um pequeno cômodo sem acesso ao banheiro, incentivadas a brigar e a pegar comida do lixo, além de sexualmente abusadas. Com idades que vão de 12 anos a somente 11 meses, as crianças foram removidas da residência e colocadas sob cuidados de lares adotivos temporários.

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Um dos diretores da instituição, Brandon Nichols, mencionou que, nas semanas que antecederam sua morte, Anthony teria dito que "gostava de meninos e meninas", conforme noticiado pela emissora de TV CBS, levando os investigadores do caso a considerarem a homofobia como motivação do crime.

Kareem Leiva, de 32 anos, namorado da mãe de Anthony e pai de algumas das crianças, foi preso após ser interrogado por detetives. O xerife do condado de Los Angeles, Jim McDonnell, chegou a dizer à imprensa que a extensão dos ferimentos da vítima foram exageradas pelos assistentes sociais e que não havia queimaduras no corpo, mas não deu maiores informações.

Kareem foi internado para tratar um ferimento no peito e, assim que receber alta, será encaminhado ao presídio local, sob fiança de 2 milhões de dólares. Heather também foi interrogada e continua livre.

A história de Anthony tomou os noticiários poucos dias depois da condenação de Pearl Fernandez e Isauro Aguirre que, em 2013, espancaram Gabriel Fernandez, de 8 anos, até a morte, por acreditarem que o menino fosse homossexual.

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