Para tentar fazer o filho de apenas oito meses dormir e assim sair para festas noturnas, uma russa, identificada como Nadezhda Yarych, oferecia-lhe vodka. A criança acabou morrendo no último dia 5 de janeiro, mas o fato veio à público apenas nesta semana.

De acordo com informações passadas pela Polícia local, em pelo menos quatro oportunidades Nadezhda levou o filho, Zakhar, ao hospital. Em todas elas os médicos diagnosticaram uma infecção viral e pediram a internação para fazer o tratamento.

No entanto, a mãe se recusava a deixar o filho lá justificando que faria o tratamento em casa. A infecção não foi tratada e consequentemente a criança acabou morrendo.

Fazia o filho dormir para poder ir as festas de virada de ano

Pessoas próximas à família, de acordo com notícia publicada pelo jornal britânico Daily News, relataram que era comum a mãe oferecer a bebida para que o filho pegasse no sono.

O fato se intensificou nos últimos dias, uma vez que Nadezhda não queria perder as festas de final de ano que estavam acontecendo na cidade de Shebekino, onde vive sua família.

A polícia também está investigando a conduta de Mikhail Yarych, marido de Nadezhda, que tinha conhecimento tanto de que a mulher dava bebida para a criança, quando da infecção que ela contraiu, mas nada fez para intervir. Ele era padrasto da criança. O casal está sendo alvo de investigações das autoridades por negligência e homicídio.

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Polícia

Efeitos do álcool sobre as crianças

O efeito da bebida alcoólica sobre crianças é tão devastador que os médicos recomendam que já no período de gestação as mulheres evitem seu consumo, uma vez que o álcool pode afetar a criança ainda no útero, podendo gerar atraso no desenvolvimento motor e alterações em características faciais, mas há quem defenda que a abstinência de álcool também deve ser estendida ao período de amamentação.

De acordo com cientistas australianos da Universidade Macquarie, que fizeram um levantamento com mais de 5 mil bebês e mães da Austrália, o cérebro da criança pode ser prejudicado caso existam resquícios de álcool no leite materno.

Louisa Gibson, autora do estudo, afirmou que quanto mais álcool as mulheres consomem, menor se torna a capacidade de raciocínio abstrato de criança de 6 a 7 anos de idade.

Já entre as mães que não consumiam bebida, o estudo apontou que não houve declínio nas habilidades de pensamento e raciocínio.

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