A prefeita de Roma, Virginia Raggi, decidiu nesta terça-feira (15) que os 1,5 milhão de euros em moedas (cerca de R$ 6,3 milhões) retirado anualmente da Fontana di Trevi ficarão com a organização beneficente Caritas Diocesana, que pertence à Igreja Católica. Após várias críticas, Raggi declarou ao jornal romano L'Osservatore que jamais pensou em privar a Caritas desses fundos, e que o valor continuará a ser direcionado para os programas que a organização mantém na cidade.

"A instituição diocesana faz uma tarefa importante para os mais necessitados e para a cidade de Roma, que quer continuar sendo a capital que ampara os mais pobres", afirmou.

Entenda o caso entre a igreja e prefeitura

Em 2001, o ex-prefeito da capital italiana, Walter Veltroni, decretou que o dinheiro coletado na fonte seria destinado à Caritas, mas em outubro de 2017 a decisão foi revista pelo governo atual.

Foi definido pelos vereadores que a partir do dia 1º de abril de 2019 a gestão dos fundos teria de passar inteiramente para o controle do município.

Também foi estabelecido que o dinheiro não seria mais destinado à ONG da igreja, mas sim para a assistência do patrimônio cultural e a infraestrutura da cidade. A primeira decisão teria sido um duro golpe para os cofres da Caritas, já que a renda da Fonte di Trevi corresponde a 15% do orçamento anual da organização.

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Segundo o jornal católico Avvenire, a igreja e os bispos qualificaram a medida como “um ataque aos mais pobres”, já que o recurso ajuda os romanos sem-teto, administra cozinhas de sopa e centros de saúde.

Um final feliz para os que mais precisam

Até agora, a empresa municipal Acea estava encarregada de esvaziar periodicamente a água da fonte e entregar para a instituição católica as moedas lançadas pelos turistas.

Após isso, voluntários eram responsáveis por separá-las, limpá-las e contá-las antes de levá-las ao banco. Trimestralmente um relatório estava sendo entregue à Câmara Municipal, relatando os projetos para os quais esse dinheiro estava sendo destinado.

O que muda a partir de agora é que a empresa Acea será quem também elabora as tarefas de classificação e limpeza em troca de um valor que será deduzido dos fundos que vão para a organização, disse Raggi.

A prefeita filiada ao Movimento 5 Estrelas também anunciou que as moedas depositadas em outras fontes de Roma serão destinadas à instituição de caridade, gerando juntas um total de 200 mil euros (o equivalente a cerca de R$ 852 mil).

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