Os Estados Unidos querem que o Brasil utilize força militar para conseguir entregar ajuda humanitária aos venezuelanos, é o que informa o jornal Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (20). Em sinal de alerta, nesta última terça (19), as Forças Armadas da Venezuela declararam que não iriam deixar entrar em território ajuda humanitária enviada pelo Governo norte-americano e que está em Cucutá, cidade da Colômbia que faz fronteira com a Venezuela.

Os EUA então teriam resolvido pressionar o Brasil para que fosse utilizada força militar na operação. Por outro lado, segundo a Folha, a Defesa brasileira foi contrária ao posicionamento, dizendo que a situação poderia gerar reação de conflito.

Além do mais, a Defesa vetou a possibilidade de soldados americanos participarem da operação juntamente dos brasileiros.

Os EUA tentam tirar do poder o ditador Nícolas Maduro, com isso fizeram um chamado cerco humanitário. A situação crítica da Venezuela é tensa, o presidente interino do país, Juan Guaidó, aguarda que a ajuda humanitária entre no território venezuelano próximo sábado, 23 de fevereiro.

A Colômbia se prepara para a entrega da ajuda humanitária e já montou um centro de distribuição. O país vizinho conta com cerca de mil soldados americanos. No entanto, a Venezuela bloqueou as entradas que ligam o país a Colômbia, impedindo então a entrada de alimentos e remédios para a população que passa grandes necessidades.

Pressão no Brasil

Os EUA aumentaram a pressão para que Brasil atue colaborando semelhantemente como a Colômbia. Segundo informações da Folha, o Departamento do Estado Americano acreditava firmemente que o Brasil iria compactuar com a ideia, devido às boas relações com o chanceler Ernesto Araújo, que é um admirador do presidente Donald Trump.

Nas últimas semanas, Ernesto manteve conversas com o o Secretário de Estado americano, Mike Pompeo, e também com o almirante Craig Faller, do Comando Militar Sul.

A conversa sinalizou que os pedidos de cooperação, como informa a Folha, foram renovados.

Nas conversas, a Folha evidenciou que a incisividade militar foram discutidas. No entanto, o Brasil não evidenciou o caso e apenas afirmou que a cooperação nas operações iriam continuar ocorrendo.

A Venezuela acredita que a ajuda humanitária dos países estão sinalizando uma invasão.

Tanto Bolsonaro, quanto Ernesto Araújo e outros ministros já rejeitaram agir com as Forças Armadas para derrubar Nícolas Maduro. O presidente Donald Trump, entretanto, tenta levantar o tema com frequência.

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