O astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser foi anunciado nesta terça-feira (19) como o vencedor da edição 2019 do Prêmio Templeton, uma espécie de Nobel do diálogo entre Ciência e espiritualidade, que premia pessoas do mundo todo pelos seus trabalhos em prol da vida e pela dedicação de certas pessoas em transformar o mundo.

Marcelo Gleiser é um cientista brasileiro que trabalha há 35 anos com a cosmologia e o bem-estar físico e espiritual.

Natural da cidade do Rio de Janeiro, o carioca mora nos Estados Unidos, onde trabalha como professor de astronomia e física.

Marcelo é a primeira pessoa da América do Sul a receber esse prêmio, que é também uma honraria, porque se trata de algo que pouquíssimas personalidades no mundo já receberam, dentre elas estão Dalai Lama e Madre Tereza de Calcutá.

Como dito, esse prêmio é algo como um "Nobel da Espiritualidade".

O vencedor é definido por sua contribuição em relação à evolução espiritual ou afirmação de dimensões espirituais, isso tudo, é claro, após a comprovação de sua contribuição na área, seja por trabalhos práticos, descobertas e até mesmo por insights que sejam reconhecidos pela Fundação Templeton.

Uma cerimônia para a entrega do prêmio será feita em Nova York, no dia 29 de maio, onde será entregue o prêmio de 1,1 milhão de libras esterlinas, equivalente a cerca de R$ 5,5 milhões.

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Curiosidades Ciência

Como explica o próprio Gleiser, o Templeton não se trata de uma premiação religiosa ou algo assim. O físico explica a diferença entre religião e espiritualidade.

Em entrevista ao jornal O Globo, Marcelo Gleiser conta que religião é algo institucionalizado. Cita como exemplo o cristianismo, o islamismo e o budismo. Ele fala que a espiritualidade é algo com uma abrangência bem maior, que é algo bem mais amplo, que é a forma como nos relacionamos com os mistérios da própria existência, fazendo com que esse conceito vá além de questões religiosas ou quais deuses acreditar.

Ciência e religião podem andar juntas, diz Gleiser

Após falar sobre espiritualidade e religião, Marcelo entra num assunto ainda mais polêmico: ciência e religião. Segundo o que ele acredita, todos acham que cientistas são ateus e nunca vão acreditar em Deus ou algo divino, mas Marcelo afirma que existem sim, dentro da comunidade científica, muitos ateus, mas que, porém, também existem muitos que levam as religiões muito a sério.

Existem muitos cientistas ortodoxos, cristãos, muçulmanos, judeus e por aí vai.

Muitos cientistas acreditam que quanto mais descobrem e entendem a natureza científica das coisas, mais entendem o poder da criação divina. No trabalho de Gleiser é possível perceber que sua pesquisa é muito ligada a questões fundamentais, tais como a origem da vida e origem do universo, do que estudar coisas modernas, como a inovação tecnológica.

Ele se diz mais ligado às questões existenciais.

Ele se diz à vontade para fazer seu trabalho dentro da comunidade científica, pois é possível estudar ciência através de uma linha filosófica de questionamento. Uma forma de estudo busque o significado da vida e a relação do homem com a natureza. Marcelo Gleiser finaliza afirmando que essa é a parte que ele se encaixa na ciência, a busca pelo conhecimento e a realização dessas pesquisas.

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