O Nepal meridional foi assolado por um forte temporal no domingo (31). Segundo informes das autoridades do país, foram contabilizados 28 óbitos. Números esses que, no entanto, podem aumentar conforme o tempo e as buscas avançam.

Nesta segunda-feira (1º), as equipes de resgate designadas para a função estão tentando chegar às regiões mais afastadas do pequeno país, encravado entre a China e a Índia, na região da cordilheira do Himalaia.

Segundo informes da agência de notícias Reuters, neste domingo, o número de pessoas feridas girava em torno das 400. Além disso, o temporal também destruiu e derrubou casas e postes de distribuição de energia no distrito de Bara, que corresponde por 27 das 28 mortes.

A região, localizada a apenas 62 quilômetros ao sul da capital Katmandu, próxima à fronteira com a Índia, é a mais atingida pela fúria da Natureza. O distrito vizinho Parsa é o local da 28ª morte, segundo o administrador local relatou à agência de notícias Associated Press.

O primeiro-ministro do Nepal, K.P. Sharma Oli, já se manifestou, prestando suas condolências às famílias das vítimas e informando que os helicópteros destinados ao resgate já se encontram de prontidão para o início das operações de resgate.

Na região afetada pela tempestade, esses eventos se tornam comuns nessa época do ano, pouco antes do período das monções. No entanto, a intensidade que foi relatada e sentida nesse último domingo é um evento raro, bem como os danos subsequentes à propriedade e às vidas humanas.

Geografia do Nepal dificulta envio de ajuda humanitária

O Nepal é um país pobre e sem acesso ao mar. Sua economia é baseada na agricultura e turismo (por ser o local de nascimento de Sidarta Gautama, o Buda). As atividades econômicas, inclusive, estão prejudicadas pelo fenômeno natural que ocorreu no fim do último mês. Também deve-se lembrar que o Nepal é um estado que não possui saída para o mar, dificultando uma eventual ajuda internacional, que teria, obrigatoriamente, de percorrer parte dos territórios de seus países vizinhos para prestar algum auxílio.

Ainda parte de seu território é extremamente montanhoso, pois é parte da cadeia de montanhas do Himalaia, a maior do mundo em altura e uma das maiores em extensão. Até o fechamento dessa matéria, não há informações sobre as condições de saúde da população nas áreas afetadas. Tampouco há novidades quanto à previsão para a realização dos trabalhos de resgate.

Nenhum país ainda se manifestou sobre a possibilidade de envio de ajuda humanitária.

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