Uma menina de apenas seis anos de idade encontrou um pedido de ajuda, supostamente feito por um trabalhador em situação de escravidão. O pedido em questão estava em um cartão de Natal feito na China. Depois que a criança o encontrou, a rede de supermercados responsável por vender o cartão afirmou que não venderia mais nenhuma peça do tipo que fosse originária do país citado.

A rede em questão é a Tesco e o anúncio relativo à decisão de não vender mais os cartões chineses foi realizado ainda no último domingo (22).

É possível afirmar que o episódio em questão aconteceu na Inglaterra.

Segundo informações veiculadas pelo jornal The Sunday Times, Florence Widdicombe, a garotinha em questão, abriu uma caixa contendo os cartões da Tesco e encontrou o pedido de ajuda. A mensagem contida no cartão de Natal estava escrita em inglês e toda em letras maiúsculas. De acordo com o seu conteúdo, os supostos trabalhadores escravizados estavam na penitenciária de Qingpu, localizada na cidade de Xangai.

No pedido de socorro, os autores afirmavam que eram presos estrangeiros e estavam na prisão em questão.

Eles ainda diziam que eram obrigados a trabalhar e pediam para que quem encontrasse o cartão notificasse a situação às organizações responsáveis pela manutenção dos direitos humanos.

De acordo com a Tesco, o pedido de socorro foi algo considerado surpreendente. A empresa alegou que após tomar conhecimento dessa situação, suspendeu imediatamente a produção de todos os cartões de Natal dessa fábrica.

Tais informações foram dadas por meio de uma porta-voz da rede de supermercados, que chegou a informar também que uma investigação acerca do caso seria aberta e a venda do produto seria completamente suspensa. É possível afirmar que parte do valor arrecadado com esses cartões de Natal seria revertida em doações para instituições de caridade.

Tesco repudia ações da fábrica

Ainda de acordo com a porta-voz em questão, a Tesco tem repúdio por esse tipo de uso da mão de obra e não teria permitido que isso ocorresse caso tivesse tomado conhecimento anteriormente.

A empresa ainda afirmou que tais cartões eram produzidos na Zheijan Yunguang Printing, que passou por uma auditoria ainda no mês de novembro.

Também de acordo com a porta-voz da Tesco, durante a auditoria em questão, não foram encontrados indícios que apontassem para qualquer irregularidade ou mesmo para a quebra das regras previstas pela rede de supermercados. Entretanto, utilizar a mão de obra de presos é algo que vai contra o contrato estabelecido entre a Tesco e a fábrica de cartões e, caso isso seja provado, a Zheijan Yunguang Printing ficará banida da lista de fornecedores.

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