Morreu nesta segunda-feira (9), aos 34 anos, em sua casa nos Estados Unidos, o ex-jogador de beisebol Pete Frates. Ele ficou conhecido no início da década por ser o símbolo de uma campanha nas redes sociais chamada “desafio do balde de gelo”.

A iniciativa foi criada por Corey Griffin, amigo de Pete, que morreu em 2014 em um acidente durante um mergulho. Ela visava chamar a atenção para Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e ganhou na época o apoio de pessoas famosas pelo mundo.

Pete era casado e deixa a mulher, Julie, e a filha, Lucy.

O desafio do balde

Em 2012 as redes sociais foram tomadas pelo “desafio do balde de gelo”, que era nada mais do que uma pessoa gravar um vídeo derramando sobre a cabeça um balde cheio de água e gelo.

A iniciativa rapidamente viralizou e foi além de anônimos, pessoas famosas, como a apresentadora Oprah Winfrey, o dono da Microsoft Bill Gates, o jogador de basquete Lebron James e Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, também gravaram vídeos do desafio.

A brincadeira, vista por alguns como sem sentido, no fundo era uma campanha para se chamar a atenção para uma doença degenerativa chamada Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), que paralisa progressivamente os músculos. Essa é a mesma doença que atingiu o cientista britânico Stephen Hawking, que morreu em março do ano passado, aos 76 anos de idade, e que foi diagnosticado com ELA quando ainda tinha 21 anos.

Criador do desafio morreu em 2014

Dois anos mais tarde de ter criado a iniciativa para ajudar o amigo, Corey Griffin morreu afogado durante um mergulho em 17 de agosto de 2014, aos 27 anos de idade.

Segundo relatos da época, por volta das duas da madrugada, Corey havia saltado de um cais em Massachusetts, lugar muito usado por moradores da região para mergulho. Ele ainda teria voltando à superfície antes de se afogar. O mergulhador ainda chegou a ser resgatado por um salva-vidas, mas foi declarado morto no hospital.

A doença

Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença degenerativa de causas ainda desconhecidas e é mais suscetível atingir pessoas entre 50 e 70 anos de idade. Seu diagnóstico demora cerca de 11 meses e ainda não existe cura e em média ela demora entre três e cinco anos para levar seu portador à morte

A ELA provoca a morte gradativa dos neurônios responsáveis pelos movimentos.

Quando os neurônios param de enviar impulsos ao cérebro, ocorre fraqueza e atrofia musculares. A doença pode levar à morte por conta de danos à respiração. Olfato, paladar, visão, audição e raciocínio não são afetados pela doença.

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