Como precaução diante das ameaças às forças americanas, o Pentágono anunciou nesta sexta-feira (3) que os Estados Unidos enviarão três mil soldados ao Oriente Médio. Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, esses militares são oriundos da unidade da 82ª Divisão Aerotransportada (Carolina do Norte).

Uma autoridade do governo americano, que pediu para se manter no anonimato, já havia informado a agência Associated Press, que em torno de 750 soldados dessa mesma unidade já haviam sido enviados a Kuwait no início da semana, logo após embaixada americana, em Bagdá, no Iraque, ter sido alvo de ataques que foram atribuídos às milícias do Irã.

Os que serão enviados se juntarão aos que estão no Kuwait.

Uma fonte ouvida pelo periódico The New York Times informou que o Pentágono já vinha preparando quatro mil soldados na semana passada, cuja base era em Fort Bragg, também na Carolina do Norte.

Irã prometeu vingança após morte de general

Após o renomado general iraniano Qassem Soleimani ter sido morto em um ataque aéreo promovido por forças americanas e autorizado pelo presidente Donald Trump, o Irã prometeu vingança dos Estados Unidos. O ataque ocorreu em Bagdá, no Iraque.

Considerado um herói nacional, Soleimani tinha 62 anos e era um alto líder das forças iranianas. Ele era apontado como o cérebro trás da estratégia militar e geopolítica do Irã.

Hassan Rouhani, presidente do Irã, prometeu vingança e disse que o país a partir de agora está mais determinado a resistir aos Estados Unidos. “O Irã e outros países que buscam a liberdade na região se vingarão”, disse.

Javad Zarif, ministro das relações exteriores do Irã, classificou o ataque aéreo como um ato de terrorismo por parte dos americanos.

Nunca ganhou uma guerra

Os Estados Unidos justificaram o ataque alegando que o general era responsável por morte de americanos no Oriente Médio e que o ato foi para conter planos de novos ataques americanos.

Em uma rede social, o presidente americano publicou uma foto da bandeira americana e alfinetou o país inimigo, afirmando que o Irã nunca tinha ganhado uma guerra.

Mais tarde, em um discurso, o presidente americano disse que os Estados Unidos agiram não para começar uma guerra e sim para contê-la.

O republicano seguiu afirmando que Soleimani nos últimos 20 anos vinha praticando atos de terror com o objetivo de desestabilizar o Oriente Médio.

Trump afirmou ainda que o que foi feito ontem (quinta-feira), já deveria ter sido feito há anos. "O mundo é um lugar mais seguro sem esses monstros", disse.

A embaixada americana em Bagdá pediu aos cidadãos norte-americanos que deixem o Iraque o quanto antes por vias aéreas ou terrestres.

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