Nesta sexta-feira (24), profissionais da Saúde repudiaram uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em sua fala, o presidente sugeriu a injeção de desinfetante para tratar pacientes infectados com o novo coronavírus. Diante desta declaração, especialistas alertaram que a injeção do produto vai contra evidências científicas, além de também ser muito perigosa.

Tudo começou na última quinta-feira (23), quando, durante uma coletiva na Casa Branca, Donald Trump afirmou que uma “limpeza interna” poderia ser realizada nos infectados. Tal fala do presidente veio após ele ser informado que o novo coronavírus e rapidamente neutralizado com o uso de desinfetantes.

Trump diz ter visto que o produto elimina o vírus em um minuto e, em seguida, deixa claro que isso talvez seja ou talvez não seja possível. “Eu não sou médico”, ressaltou Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos achou que um tratamento do tipo poderia ser realizado após a conclusão de um estudo feito pelo Departamento de Saúde dos Estados Unidos. Na pesquisa, foi concluído que o vírus causador da COVID-19 tem baixa resistência a desinfetantes. Porém, além disso, o novo coronavírus também matem uma baixa resistência à luz, ao calor e à umidade.

Médicos rebatem declaração de Donald Trump

Após a fala do presidente dos Estados Unidos, a médica Vin Gupta se pronunciou sobre o assunto à rede NBC.

Durante a conversa, o profissional caracterizou a ideia de Donald Trump, de injetar desinfetante no corpo, como “irresponsável e perigosa”. E mais, a pneumologista e especialista em cuidados intensivos, ainda reforçou que o método sugerido pelo presidente para combate ao novo coronavírus pode ser fatal.

No entanto, não foi apenas Vin Gupta que s mostrou contra a fala de Donald Trump. Após a declaração, muitos médicos e cientistas usaram as redes sociais para criticar os comentários feitos por Trump. Um centro de pesquisa francês, inclusive, chegou a ironizar a fala do presidente dos EUA, dizendo que os métodos sugeridos por ele matam tanto o novo coronavírus, como também os pacientes.

Repercussão entre políticos

Além de repercutir entre os profissionais da saúde, as declarações de Donald Trump também foram muito criticadas por políticos. Walter Shaub, que já ocupou o cargo de diretor de ética do governo de Barack Obama, pediu para que o presidente pare de conceder coletivas de imprensa sobre o assunto. “Elas ameaçam a vida”, ressaltou ele, que completou pedindo para que ninguém beba ou injete o produto em seu corpo.

O ex-secretário do Trabalho do presidente Bill Clinton, Roberto Reich, caracterizou as coletivas de Trump como sendo perigosas para a saúde da população. “Boicote à propaganda”, escreveu ele.

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