Após polêmicas e dúvidas em torno do evento, nesta segunda-feira (22), iniciou na cidade de Yulin, no sudoeste da China, o popular festival de comércio de carne de cachorro. O festival acontece todos e tem duração de 10 dias.

Ativistas americanos de proteção aos Animais divulgaram no início deste ano que as autoridades chinesas teriam advertidos os participantes da feira. Contudo, os mesmos alegaram não ter recebido nenhuma orientação oficial do tipo. De acordo com funcionários públicos, não houve nenhuma proibição efetiva.

O mercado de Dongkou é o maior no ramo. Na quarta-feira (17), foram iniciados os preparativos.

Cães já estavam sendo abatidos e pendurados em ganchos para a comercialização. Cães trancados em gaiolas pequenas também são expostos para venda.

Segundo as ativistas da causa animal, a feira acontece com números reduzidos esse ano. A segurança, porém, foi reforçada. Uma ativista que tentou entrar no local do evento foi impedida.

Em eventos passados foram registrados vários conflitos entre donos de barracas e ativistas, enquanto o grupo tentava salvar os cães do abate.

O governo chinês trabalha na mudança de leis, em nome do bem-estar animal. As novas leis protegeriam animais de estimação e proibiria também a comercialização dos animais selvagens.

O consumo da carne de cachorro é muito popular no noroeste chinês.

Ativistas da causa alegam que os animais são enjaulados em caminhões e brutalmente torturados e mortos e que muitas vezes parecem animais de estimação.

Os defensores do festival que teve início há mais de 10 anos, porém, negam as acusações. Eles afirmam que os animais são mortos de forma humana e defendem a sua cultura.

Segundo eles, comer cachorro não é diferente de comer carne de porco, gado ou frango.

Países asiáticos mantêm tradição

Além da China, a Coreia do Sul e outros países asiáticos mantêm a mesma tradição e criticam as interferências de grupos estrangeiros no que chamam de tradição local. O consumo de carne de cachorro é legalizado na China.

Mesmo com milhares de participantes no evento anual, a cobertura do mesmo traz muitas críticas, e o impacto negativo acaba afetando os governantes. O abate de cães em público foi proibido no ano de 2016 devido à grande quantidade de protestos. O festival não é organizado pelo governo, o que dificulta a sua proibição.

Segundo ativistas, o festival chega a somar 10 mil animais, entre cães e gatos, que são abatidos e consumidos no local do evento.

Alguns especialistas acreditam que a mudança é necessária não só pela proteção aos animais, mas também pela segurança e Saúde do povo.

A cidade chinesa Shenzhen foi a pioneira na proibição do abate e consumo de cães. Ativistas lutam para que o exemplo se espalhe, atingindo o país inteiro.

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