Uma quadrilha de supostos hackers que atuavam em três estados brasileiros e no Distrito Federal estava oferecendo a candidatos aos cargos executivo e legislativo a oportunidade de serem eleitos sem angariarem nenhum voto. Eles prometiam hackear os softwares das urnas eletrônicas de forma que o "cliente" recebesse mais votos que seus concorrentes. Candidatos a cargos de prefeito teriam de pagar R$ 5 milhões para realizar a fraude, enquanto que candidatos a vereador pagariam R$ 600 mil. A confiança dos hackers era tão grande que os candidatos só precisariam realizar o pagamento após o resultado da eleição ser divulgado.

"O trabalho é 100% garantido ou você recebe seu dinheiro de volta", garantia um dos integrantes da quadrilha. Os bandidos ainda explicavam que a fraude era facilitada pela empresa que fornece os softwares à Justiça Eleitoral.

A maior parte dos membros da organização criminosafoipresa pela Polícia Federal nesta terça-feira, 13. Por enquanto não há relatos de que a quadrilha tenha conseguido "conquistar" nenhum cliente, mas a PF continua investigando o caso. Uma prisãofoifeitaemBrasília (DF) e outraemXangri-lá (RS). Um mandado de prisão para um morador de Brasília não pode ser cumprido. O alvo encontra-se foragido. Outros três mandados de condução coercitiva (quando o cidadão é obrigado a ir até uma delegacia para depor) foram emitidos nas cidades de Xangri-lá (RS), Canoas (RS) e Piripiri (PI).Por fim, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Canoas (RS), Xangri-lá (RS), Goiânia (GO) e Brasília (DF).

A Polícia Federal garante que o golpe era apenas uma fraude e que os envolvidos não teriam a capacidade de fazer o que prometiam. De acordo com o delegadoFernando Casarin, o software que eles supostamente iriam adulterar com a ajuda da empresa fabricante é, na verdade, produzido pela própria Justiça Eleitoral.

O grupo foi preso após um prefeito de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul ter sido contatado pelo grupo, que ofereceu o serviço.

O prefeito denunciou a "oferta" à Polícia Federal, que investigou o grupo durante cerca de 45 dias.

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