Áudios divulgados pela revista Veja nesta semana revelaram troca "pouco amistosa" de mensagens entre o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PSL), e o agora demitido ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebiano (PSL). A troca de farpas deixou claro que não havia mais clima para o subordinado continuar trabalhando no Executivo.

O primeiro áudio que foi revelado já deixa claro que o presidente não estava nem um pouco satisfeito com Bebiano.

Publicidade
Publicidade

Tudo começa, de acordo com a cronologia na qual os áudios foram divulgados, com uma 'bronca' do presidente ao seu funcionário. A crítica vinha do fato de que o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo, teria agendado com sucesso reuniões no Planalto.

Bolsonaro deixa claro que não quer Tonet no Palácio do Planalto e questiona o subordinado sobre qual a mensagem que o presidente passaria para outras emissoras, recebendo o "inimigo" dentro de casa.

O presidente ainda revela que quer evitar qualquer tipo de notícia sobre uma aproximação dele com a Globo. "Então não dá para ter esse tipo de relacionamento", recomenda.

Entretanto, o que fica claro é que Bolsonaro vê a Globo como inimiga. Em outro áudio, é assim que ele se refere ao vice-presidente da emissora.

Bolsonaro trata Globo como 'inimiga' em áudio

Na continuação da mensagem trocada pelo WhatsApp, o político que ocupa o cargo máximo no Executivo deixa claro que quer manter o "inimigo" passivo, ou seja, longe de suas cercanias e jamais dentro de casa.

Publicidade

Ainda dá uma outra bronca em Bebiano e diz que ele precisa ter esta visão.

“Agora, inimigo passivo, sim. Agora… Trazer o inimigo para dentro de casa é outra história", revelou o presidente sobre as reuniões do VP da Globo com órgãos ligados à Presidência.

Ao final da mensagem, o presidente ainda questiona a boa relação com Bebiano, que estaria trazendo para dentro de casa quem ele chamou de "o maior cara que me ferrou – antes, durante e após a campanha" e conclui dando uma ordem de presidente, dizendo que não é para Tonet marcar reunião no Planato.

Outros áudios e demissão

Em outros áudios, Bebiano e Bolsonaro deixam claro posições opostas sobre candidatos laranjas no PSL. Bebiano tenta se defender dizendo que era responsável pelo diretório nacional e pela campanha presidencial, ficando por conta das executivas regionais a administração de verbas nos estados. Bolsonaro por sua vez, se mostra indignado com o vazamento de conversas entre ele e o subordinado.

O fim desta história acabou na demissão de Gustavo Bebiano.

Publicidade

A publicação de sua exoneração aconteceu nesta terça (19). General Floriano Peixoto assume a pasta deixada pelo exonerado.

Leia tudo