Nesta quinta-feira (21) foram empossados cinco deputados do Rio de Janeiro que estão presos. Pela primeira vez na história o livro de posse saiu das dependências da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) e o seu destino foi o Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste. Os deputados eleitos que tomaram posse e estão em Bangu são André Corrêa (DEM), Luiz Martins (PDT), Marcus Abrãao (Avante) e Marcus Vinícius Neskau (PTB). Depois o livro seguiu para a casa de Chiquinho da Mangueira (PSC), que se encontra em prisão domiciliar.

O Ministério Público ainda irá analisar a decisão da posse dos deputados eleitos. Os parlamentares presentes na abertura da sessão se mostraram surpresos com a decisão, quando André Ceciliano (PT), presidente da casa, fez o anúncio. Os deputados presos tomaram posse no mesmo horário que o anúncio foi feito.

A decisão não foi bem aceita por alguns deputados, como Chicão Bulhões (Novo) e Renan Ferreirinha (PSB), que tem como intenção recorrer a respeito da decisão. Os parlamentares da casa questionam que, pelo regimento, os deputados eleitos não poderiam tomar posse do cargo fora da Alerj. Os partidos PSOL e PSB pedem que uma sessão extraordinária ocorra para que seja discutida a posse dos deputados.

Operação Furna da Onça

Os deputados eleitos foram detidos em novembro de 2018, em um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. Na Operação Furna da Onça, foram acusados de receber propinas de valores entre R$ 20 mil a R$ 100 mil, além de cargos, em um esquema que era comandado pelo então governador Sérgio Cabral, em troca da obtenção de votos a favor do governo na Alerj.

Segundo a Polícia Federal, esse esquema movimentou cerca de R$ 54 milhões. O alvo da operação foi o grupo político da base do MDB do ex-governador Sérgio Cabral, que comandou o Estado do Rio de Janeiro durante 10 anos. O nome da operação, no entanto, faz referência a uma sala que se localiza ao lado do plenário da Alerj onde ocorrem rápidas reuniões antes das votações.

Mesmo empossados, os deputados não irão receber salário e nem terão direito a um gabinete. Segundo informações, a Alerj publicou uma nota dizendo que a decisão tomada ocorreu atendendo ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que teria autorizado a casa à empossar os deputados eleitos, assegurando que fosse cumprido o que é dito na Constituição Federal , onde consta que o mínimo de deputados necessários para o funcionamento íntegro da Assembleia é de 70 deputados

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