Um homem identificado como Rodrigo Ventura contou ao portal G1 que estava ao lado de Moreira Franco nos últimos momentos antes do ex-ministro ser preso. Ventura disse que estava em um voo pela empresa Avianca e chegou a avisar Moreira de que a Polícia Federal estava atrás dele.

Conforme disse o passageiro, ele chegou próximo ao ex-ministro e contou que a PF poderia prendê-lo. Contudo, Moreira Franco logo respondeu: "estou sabendo". Em seguida, esbarrou e empurrou Ventura ao tentar passar por ele.

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O passageiro relata que o ex-ministro aparentava muito nervosismo e estava tentando sair rapidamente do avião. O voo aterrissou no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

De início, o passageiro disse que sentou ao lado do ex-ministro e não reconheceu que era ele pois ficou entretido lendo livros. Próximo à aterrissagem, Rodrigo Ventura desativou o modo avião de seu celular e observou diversas mensagens em grupos do WhatsApp afirmando que Michel Temer e Moreira Franco foram presos.

"Quase que comentei com o Moreira que ele tinha sido preso", disse o passageiro ao G1. Em seguida, quando levantou para pegar a bagagem, reconheceu o ex-ministro e enviou para o grupo no WhatsApp a mensagem de que Moreira não estava preso. Rapidamente, o passageiro tirou uma foto do ex-governador do Rio.

Passageiro tentou contato com a PF

O passageiro buscou formas de entrar em contato com a Polícia Federal para avisar que Moreira Franco estava naquele voo. Ele ainda observou a pressa do ex-ministro para sair do avião.

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Contudo, no aeroporto não encontrou nenhum agente da PF, mas se aproximou de um agente de segurança e fez o alerta de que o ex-governador estaria fugindo e pediu para que entrassem em contato com a Polícia Federal.

Moreira Franco e Michel Temer presos

O ex-ministro foi levado pela PF ao mesmo presídio em que está o ex-governador também do Rio, Luiz Fernando Pezão. A força-tarefa da Lava Jato, em operação intitulada de "Descontaminação" prendeu oito pessoas incluindo, Moreira Franco, o ex-presidente Michel Temer e um amigo próximo de Temer, Coronel Lima.

As investigações apontam o recebimento de R$ 1,8 bilhão de reais devido esquema ilícito envolvendo os acusados. Michel Temer chegou a ser apontado pela investigação da Lava Jato como o líder de uma organização criminosa que atuava há mais de 40 anos. O juiz federal Marcelo Bretas, da 7° Vara Federal do Rio de Janeiro, foi o responsável por decretar a prisão dos acusados.