Nesta segunda-feira (15), o Ministério das Relações Exteriores concedeu passaportes diplomáticos a Edir Macedo e sua esposa, Ester Eunice Rangel Bezerra.

A decisão consta de portaria publicada no Diário Oficial da União e assinada pelo chanceler Ernesto Araújo. O documento oferecido ao líder da Igreja Universal do Reino de Deus tem validade de 3 anos.

Segundo a publicação, os beneficiados pelo passaporte diplomático podem "desempenhar de maneira mais eficiente suas atividades em prol das comunidades brasileiras no exterior".

Edir Macedo também é dono da Record TV, emissora próxima ao atual Governo.

Documento renovado

A primeira vez que o líder religioso recebeu o passaporte diplomático foi no ano de 2006, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Edir Macedo obteve a renovação do documento em 2011, na primeira gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na ocasião, a Igreja Universal atuava como aliada ao governo Dilma.

No entanto, em julho de 2016, logo após o impeachment de Dilma, a gestão do ex-presidente Michel Temer suspendeu a emissão de documentos que propiciam viagens, assim como o passaporte diplomático, a líderes religiosos de todo país.

O Itamaraty justificou a decisão com o argumento de que o Brasil é um Estado laico. Por esse motivo, o documento do casal Edir Macedo e Ester Eunice estava vencido desde 2014 e só agora foi renovado.

Depois das concessões suspensas em 2016, um outro fundador da Igreja Universal teve seu passaporte diplomático cancelado. R.R. Soares e sua esposa, Maria Magdalena Ribeiro Soares haviam recebido o passaporte nas mesmas condições que Edir Macedo e Ester Eunice.

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Jair Bolsonaro Governo

Na época, a concessão do documento foi suspensa em caráter liminar pela Justiça Federal de São Paulo, também apoiados pelo argumento do Estado laico no Brasil. R.R. Soares é líder da Igreja Internacional da Graça de Deus.

Estreitando relações

O governo Bolsonaro está buscando estreitar as relações com entidades religiosas. Na última semana o presidente se reuniu com um grupo de evangélicos no Rio de Janeiro.

Bolsonaro explicou aos fiéis como são discutidas e realizadas as votações do Brasil na ONU nos assuntos relacionados aos direitos humanos. Para contextualizar os religiosos, Bolsonaro utilizou um trecho bíblico em seu discurso: "e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará".

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