Em entrevista exclusiva a revista Veja, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) admitiu que o filho Lucas, de 18 anos, está preso por suspeita de envolvimento na morte do Pastor Anderson do Carmo e que ele tinha problemas com o pai. Após quase duas semanas do assassinato do pastor, a polícia ainda busca respostas para solucionar a motivação para o crime.

Segundo a deputada, Lucas e o pai tiveram graves desentendimentos no passado devido a um roubo de relógios que o rapaz praticou na casa da própria família.

Flordelis disse que quando Lucas tinha 14 anos, ele roubou alguns relógios de um dos irmãos que era colecionador e colocou para vender. Quando os pais descobriram, Anderson teria batido no filho por achar a situação muito grave. Ela conta que o marido bateu nele como um corretivo e que hoje o filho está no tráfico de drogas.

A deputada diz ainda que ficou muito surpresa ao ver pelas imagens de segurança que Lucas esteve na casa da família na madrugada do dia 16, noite em que Anderson foi assassinado, visto que o mesmo não morava mais no local.

Flordelis conta que o rapaz não costumava ir na sua casa sem avisar e naquele dia apareceu por volta das 03 da manhã com duas mochilas, entrou e saiu, minutos depois, sem levar nada.

De acordo com a entrevista, a polícia já encontrou as mochilas, mas não quis revelar o que estava dentro das mesmas. Em relação ao filho biológico Flávio, 38 anos, que também está preso por envolvimento na morte do pai, a deputada diz não ver razão para o mesmo ter feito isso. Ela conta que ele foi o primeiro a chegar em seu quarto após os disparos contra o marido e que teria saído atrás de ajuda policial.

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Em relação a outras linhas de investigação

A respeito da forma como Anderson cuidava do patrimônio, Flordelis diz que não faz sentido o que foi citado dele ser mão de ferro e que ele tinha ajuda de três filhos para administrar o dinheiro da família. Sobre a desconfiança de que o mesmo tivesse abusado de duas filhas menores, Flordelis desabafa dizendo que pensou por um instante se não conhecia o homem com quem tinha sido casada, mas mesmo que ele fosse um monstro, ela diz que ele nunca merecia morrer, mas sim ser preso.

Ela afirma ter conversado com as filhas que negaram veemente terem sido molestadas. A deputada foi questionada sobre ter sido a mandante do crime por motivos de traição e ela negou dizendo que não acredita que o marido a traía, que não tinha motivos para querer sua morte e que não ganhou nada após seu assassinato, muito pelo contrário, só perdeu com isso.

Na tarde desta sexta-feira (28), oito filhos da deputada prestarão depoimento à polícia.

Eles ainda não foram ouvidos após a morte do pai e fazem parte dos 45 filhos que moravam junto com o casal na residência.

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