Com palavras de agradecimento pelo bom trabalho desempenhado frente ao Ministério da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) anunciou a demissão do ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) em um pronunciamento oficial realizado na tarde desta quinta-feira (16). Com a saída de Mandetta, o oncologista Nelson Luiz Sperle Teich, assume o Ministério da Saúde.

A demissão de Mandetta da pasta da Saúde acontece após vários dias de embate com Bolsonaro, que se agravou ainda mais após a entrevista que o ex-ministro concedeu ao "Fantástico," no último domingo (12), onde deixou claro que estava havendo um desencontro entre eles em relação à comunicação.

A demissão de Mandetta era dada como certa. Nos bastidores ele afirmava que deixaria o governo assim que Bolsonaro encontrasse alguém para sucedê-lo.

Em uma troca de mensagens com a jornalista Andréia Sadi, da Globo News, Mandeta já informava que o oncologista Nelson Luiz Sperle Teich seria seu substituto. A decisão havia sido anunciada na parte da manhã durante uma reunião com Bolsonaro e alguns ministros do governo.

Demitido da Saúde, Mandetta agradece oportunidade

Em seu perfil no Twitter, Mandetta agradeceu a oportunidade que recebeu do presidente Jair Bolsonaro para atuar como Ministro da Saúde e por poder ter ajudado no enfrentamento da pandemia do coronavírus (Covid-19) no país.

"Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde", escreveu o ex-ministro em sua rede social.

Ele também agradeceu a toda equipe que fez parte da pasta e desejou sucesso ao seu substituto. Mandetta também disse que era a peça mais pequena da "engrenagem" da saúde, mas soube escolher muito bem a sua equipe.

O ex-ministro já se mostrava cansado do embate com Bolsonaro. Nesta quarta-feira (15) afirmou à revista Veja que a mudança de opinião do governo após combinar algumas ações estavam indo longe demais.

"Já chega, né?", disse ele à revista.

Demissão de Mandetta gera panelaços pelo Brasil

Vários pontos do país registraram panelaços contra o presidente Jair Bolsonaro após a notícia da demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Na Grande São Paulo os protestos aconteceram em lugares como os bairros da Consolação, Bela Vista e Jardins, além de outras partes da cidade. Das janelas, populares gritavam palavras como "fora, Bolsonaro", "genocida" e "presidente lixo".

No Rio de Janeiro, os panelaços contra Bolsonaro aconteceram e pontos como Laranjeiras e Copacaba, zona sul da cidade.

Também foram registrados protestos contra o presidente em outras grandes cidades brasileiras como Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, Londrina e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

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