Na tarde dessa segunda-feira (6), o presidente Bolsonaro decidiu fazer uma reunião com alguns ministros, personalidades políticas e alguns banqueiros. A reunião ocorreu no Palácio do Planalto e teve como um dos presentes o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Porém, antes mesmo da reunião, uma informação divulgada pelo jornal O Globo e fornecida por auxiliares do presidente chamou a atenção dos brasileiros. De acordo com a informação, um ato oficial de exoneração do ministro da Saúde estaria sendo formulada para esta segunda-feira. Até o momento da elaboração desse artigo, nenhuma nota foi publicada pela assessoria de Bolsonaro.

Quem substituiria Mandetta no governo Bolsonaro?

O deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), ex-ministro da Cidadania, é um dos nomes mais cotados para substituir Mandetta. Ele teve um almoço com Jair Bolsonaro e os quatro ministros que despacham do Palácio do Planalto na tarde dessa segunda-feira: Walter Braga Netto (Ministro da Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral) e General Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Porém, a ala militar que apoia e compõe o governo defende o nome da imunologista Nise Yamaguchi para assumir o Ministério da Saúde no lugar do Mandetta. A avaliação que eles têm é de que o nome de Nise seria aceito pela população, até mesmo os que hoje admiram Mandetta, que vem fazendo um bom trabalho.

Para eles, o fato de Nise ter mais de 40 anos de experiência, ser médica do Hospital Israelita Albert Einstein e ter atuado em diversas áreas da saúde no Brasil pode favorecer no apoio popular. Por isso, existe uma tendência de que o nome dela não sofra rejeição pela bagagem de conhecimento e também por ser uma mulher, agradando público que defende até mesmo uma representatividade no ministério do governo.

Nise defende o uso de cloroquina, medicamento muito citado por Jair Bolsonaro quando questionado sobre a situação dos pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Mandetta fala que pode sair a qualquer momento

Segundo informações do jornal O Globo, nessa mesma reunião com integrantes do Ministério Público realizada nesta segunda, Mandeitta [VIDEO]admitiu a dificuldade que encontra no atual cenário político e que ele não sabe "até quando continuará como Ministro da Saúde".

A reunião dessa segunda pode ter sido um dos últimos compromissos de Mandetta no cargo de Ministro da Saúde. Como já dito antes, Jair Bolsonaro pode demiti-lo a qualquer momento.

Ao final de sua fala na reunião, o ministro admitiu que pode sair a qualquer momento do cargo que ocupa. A reunião foi transmitida, talvez por engano, no YouTube. Logo após o fim, o vídeo ficou indisponível na internet.

"Não sei até quando ficarei Ministro da Saúde. Se eu ficar aqui, enquanto ficar aqui, me coloco à disposição de vocês para eventualmente podermos fazer as tomadas de decisões que o momento requer", disse Mandetta.

Secretários apoiam Mandetta contra Bolsonaro

Duas personalidades se tornaram conhecidas quando a crise da Covid-19 começou.

São eles os secretários do ministério da saúde, o pediatra João Gabbardo dos Reis e o epidemiologia Wanderson Oliveira. Algumas pessoas que observam a situação da crise apontam Wanderson como um formulador, estrategista. Já o gaúcho Gabbardo como um realizador, que faz acontecer. Segundo informações do jornal O Globo, a dupla dá o sustento necessário para que Mandetta possa se preocupar com os movimentos políticos, como se contrapor a Jair Bolsonaro no que diz respeito às recomendações de isolamento social e quarentena, por exemplo. Eles ainda apoiam o ministro caso seja exonerado, dando a entender que podem se afastar do ministério também.

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