O Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras, irá assistir à íntegra do vídeo da reunião ministerial no dia 22 de abril, no Palácio do Planalto, verificando indícios se houve interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Polícia Federal (PF). Segundo Aras, só depois de assistir à gravação é que poderá emitir opinião se pedirá novas investigações neste inquérito, ou se convocará o presidente Bolsonaro para prestar depoimento. O posicionamento de Augusto Aras vem sendo aguardado desde a sexta-feira (22), quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello quebrou o sigilo do vídeo, tornando-o público.

O vídeo é apontado pelo ex-ministro Sergio Moro como importante peça nesse objeto de análise pela Procuradoria-Geral.

De acordo com a jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, Aras deverá emitir sua opinião ainda esta semana e espera concluir esse processo no prazo de 60 dias. Esse processo, conforme a jornalista, encontra-se na fase intermediária, caminhando para o final. Ainda conforme Sadi, o depoimento do presidente deve se configurar na última fase desse processo, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Sadi destaca que pelos rumores no Planalto alguns assessores acreditam que a gravação contribui para que os eleitores do presidente Jair Bolsonaro continuem confiantes no candidato eleito por eles.

Porém, a jornalista pontua que apesar do vídeo, uma parcela desses agentes acredita que o período pós-pandemia do Covid-19, apontando elevado índice de mortes de brasileiros e o grande número de trabalhadores desempregados são requisitos que darão a dimensão para esta avaliação.

Celular do presidente

Segundo informações da jornalista Andréia Sadi, Aras deve se manifestar contra o pedido para recolher o celular do presidente Bolsonaro, registrada em notícias-crimes e apresentadas por lideranças de partidos políticos, depois que o ex-ministro Sergio Moro pediu exoneração do Ministério da Justiça.

Ponderações do depoimento do empresário Paulo Marinho só serão anexadas ao inquérito no STF se apresentar fatos novos, relata Sadi. Abordando ainda a gravação, a jornalista afirma que foram excluídos pelo STF apenas trechos com referências a outros países.

O vídeo desse encontro dia 22 de abril no Palácio do Planalto será anexado no inquérito aberto pela Procuradoria Geral da República. O processo apura se houve transgressão por parte do presidente Bolsonaro na troca de comando na Polícia Federal (PF), dois dias após a ocorrência dessa reunião ministerial.

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