Em mais um capítulo da polêmica envolvendo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), apoiadora de Bolsonaro, disse em uma entrevista à Rádio Gaúcha, no programa Timeline, que Moro tinha “predileção” em só investigar o Partido dos Trabalhadores (PT) e que ele protegia o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Segundo Zambelli, no período em que Sérgio Moro estava atuando como juiz, a única pessoa que teve a prisão efetiva, fora os políticos do PT, foi o deputado e, na época, presidente do Congresso Nacional, Eduardo Cunha (que era do PMDB).

Zambelli também argumenta que não houve prisões nem do Mensalão tucano e nem de outros mensaleiros que não tinham foro privilegiado.

Logo depois, entrevistadores perguntaram se a parlamentar estava falando que Moro protegia o PSDB, e a deputada confirmou que sim e continuou dizendo que Moro tinha preferência em investigar e condenar o PT. Disse ainda que colegas do ex-juiz federal que trabalham na Polícia Federal comentavam que a Operação Lava Jato era muito em cima do PT. Carla continuou dizendo que os delegados da PF já estavam percebendo, de dentro da corporação, que ninguém mencionava políticos ligados ao PSDB.

Entenda a polêmica entre Moro e Zambelli

No dia 24 de abril o ex-juiz da Operação Lava Jato pediu demissão do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública alegando que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), queria interferir na PF indevidamente.

Moro chegou a fazer compartilhamento das mensagens entre ele e o presidente e também entre ele e a deputada Carla Zambelli no Jornal Nacional.

Na conversa envolvendo a deputada e Moro, Carla escreveu que iria pedir para Bolsonaro prometer fazer a indicação dele [Moro] para o posto de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que aconteceria no segundo semestre de 2020, caso ele ficasse na pasta da justiça.

Em seu Twitter, no dia 22 de maio, a parlamentar chegou a agradecer pela ajuda de Moro na reeleição de Bolsonaro como presidente da República. Ela escreveu agradecendo ao o “ex-padrinho” – Moro foi padrinho de casamento dela – por ter colaborado com uma possível reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

Ela terminou a postagem dizendo, “Prezado, o sr. está desculpado”, com ironia.

Carla Zambelli não fala mais com o seu padrinho de casamento desde que Moro divulgou a conversa entre os dois que ocorreu no WhatsApp. Nas mensagens, Zambelli tentou uma negociação para a permanência de Moro no ministério da Justiça e Segurança Pública, prometendo uma vaga no STF, caso ele trocasse o delegado da PF por Alexandre Ramagem. Ramagem era o nome que Bolsonaro teria indicado para o comando da polícia Federal.

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