De acordo com informações da revista Veja, o depoimento do ministro Luiz Eduardo Ramos seguiu a mesma linha das falas de Augusto Heleno e Walter Braga Neto. Na ocasião, Ramos afirmou que as cobranças do presidente da República Jair Bolsonaro durante a reunião citada por Sergio Moro não tinham como objetivo exercer pressão ou mesmo interferir politicamente na Polícia Federal.

Portanto, de acordo com o depoimento de Luiz Eduardo Ramos, Bolsonaro estava se sentindo descontente com os relatórios que recebia da PF, mas não somente com eles. Durante a reunião, que aconteceu o dia 22 de abril, o presidente da República também expressou descontentamento com as informações de inteligência da Abin e das Forças Armadas.

"Na condição de presidente da República, iria interferir em todos os ministérios para obter melhores resultados de cada ministro”, disse Ramos.

É possível afirmar que o ministro ainda afirmou que Jair Bolsonaro chegou a ameaçar intervir em todos os ministérios para conseguir resultados melhores. Segundo Ramos, o presidente falou de forma bastante contundente sobre os relatórios citados anteriormente e chegou a citar outros órgãos além dos destacados anteriormente.

Segundo a Veja, ainda no seu depoimento, Luiz Eduardo Ramos afirmou que a intervenção citada por Bolsonaro aconteceria em todos os órgãos que ele julgasse necessário e citou uma frase dita pelo presidente aos presentes na reunião ministral.

De acordo com a frase, Bolsonaro afirmou que os membros do seu Governo precisam estar alinhados com ele.

Para Ramos, o objetivo da reunião em questão era mesmo alinhar os objetivos do governo e promover a união entre os ministérios, destacada por ele como necessária.

Ramos recorre a 'falta de memória'

Ainda segundo as informações veiculadas pela revista Veja, outro ponto em que o depoimento de Luiz Eduardo Ramos se alinhou com o de Augusto Heleno e Walter Braga Netto foi o uso do recurso da “falta de memória”.

De acordo com a revista em questão, sempre que o ministro precisava responder a alguma pergunta mais crucial e relativa à denúncia feita pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro, ele afirmava não se lembrar, em especial quando os pontos em questão possuíam ligação com a demissão de Ricardo Saad, o superintendente da Polícia Federal do estado do Rio de Janeiro.

Segundo a Veja, sempre que alguma pergunta sobre isso foi feita a Ramos, ele afirmou não se lembrar dos episódios em que Bolsonaro pressionou Moro. Ainda na ocasião, o ministro afirmou que somente teve acesso a uma pequena parte do vídeo da reunião do dia 22 de abril antes de prestar depoimento.

Além disso, é possível afirmar que assim com os seus colegas, Luiz Eduardo Ramos chegou a admitir que teve uma reunião com Moro e que ouviu as suas reclamações sobre a suposta intervenção de Jair Bolsonaro na PF. Entretanto, o ministro declarou que não chegou a falar com o presidente sobre o ex-ministro da Justiça e que tentou apaziguar a situação entre Bolsonaro e Moro.

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