Após assistir o conteúdo do vídeo da reunião em que teria sido pressionado pelo presidente da República Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou que as imagens em questão comprovam o que ele havia dito em seu depoimento. Também nessa ocasião, Moro chegou a defender que a filmagem seja divulgada na íntegra.

As afirmações em questão foram feitas através de uma nota, emitida após Sergio Moro assistir ao material em questão.

De acordo com o ex-ministro da Justiça, alguns fatos que aconteceram após a sua denúncia também são suficientes para evidenciar que o presidente da República tentou intervir nas investigações realizadas pela Polícia Federal ao exonerar Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral e tentar substituí-lo por Alexandre Ramagem, próximo de sua família.

Atualmente, o Supremo Tribunal Federal e a própria PF estão apurando o caso em questão. Ainda na última terça-feira (12), Sergio Moro chegou a declarar que o vídeo da reunião entre Jair Bolsonaro os ministros, ocorrida no dia 22 de abril, confirma tudo o que ele disse à Policia Federal quando prestou o seu depoimento, ainda no início do mês de maio.

É possível afirmar que a reunião citada por Moro em seu depoimento aconteceu no Palácio do Planalto e, além de Bolsonaro, ela também contou com a presença de Hamilton Mourão, o vice-presidente e de uma série de outros ministros.

Representantes assistem ao vídeo da reunião

Em seu depoimento, Sergio Moro alegou que foi pressionado por Jair Bolsonaro durante a reunião em questão e essa pressão estaria ligada à substituição de Maurício Valeixo na PF.

Além do diretor-geral da corporação, o presidente da República teria afirmado que também queria substituir Ricardo Saadi, que atuava como superintendente da PF no estado do Rio de Janeiro.

Se mostra válido destacar que uma vez que o depoimento em questão foi recebido por Celso de Mello, o ministro que atua como relator do caso, foi feita a solicitação para que o Governo entregasse a gravação relativa à reunião citada.

Essa determinação foi feita ainda no dia 8 de maio e Mello determinou sigilo sobre o conteúdo em questão a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

É interessante destacar que órgão em questão é responsável por fazer a defesa do governo federal perante a Justiça e chegou a afirmar que a reunião destacada por Sergio Moro em seu depoimento tratou de temas bastante sensíveis.

Portanto, a divulgação da íntegra poderia colocar o Brasil em risco.

Também na última terça-feira a filmagem citada foi exibida para os representantes da Polícia Federal, do STF, do governo federal e de Moro. A sessão em questão aconteceu em caráter reservado.

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